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terça-feira, 19 de outubro de 2010

A quem pertence o dízimo?

... a pergunta “a quem dizimamos?” já foi respondida: ao Senhor. A Escritura declara que nossos dízimos devem ser “santos ao Senhor” (Lv 27.32), isto é, devem ser separados para ele e sua obra e requerimentos. O dízimo não pertence à igreja ou a alguma agência cristã, embora possa ser dado a elas. Não importa em que mãos esteja, ele pertence ao Senhor.

Quando os levitas eram piedosos, Israel pagava os seus dízimos aos levitas, mas, mesmo então, o dízimo pertencia ao Senhor e poderia ser dado diretamente à causa que o dizimista considerava ser fiel. Dessa forma, em tempo de apostasia, um homem de Baal-Salisa trouxe as suas primícias diretamente a Elias e os seus seguidores (2 Reis 4.42-44). Os levitas não era uma instituição, mas homens separados para o serviço do Senhor.

Visto que o dízimo é “santo ao Senhor”, é o nosso dever como dizimistas julgar que igreja, grupo missionário ou agência cristã é mais claramente “santa ao Senhor”. O dízimo em si não é para o Senhor se o dízimo for para agências ímpias, extravagantes ou mediocremente eficazes. Dessa forma, o Senhor nos considera responsáveis pelo uso do seu dinheiro, assim como considera o recebedor dele plenamente responsável também.

Isso significa que temos o dever de dar sabiamente. Precisamos estudar tanto a fidelidade como a eficácia de toda agência a qual pretendemos dizimar. Ela é eficaz em nossas vidas e na vida dos outros? Ela usa o dinheiro sabiamente?

R. J. Rushdoony, em A quem dizimamos?

Veja também Devo dar todo o meu dízimo para a igreja local?

terça-feira, 20 de julho de 2010

Sobre Freud

Enquanto o homem enxergar a culpa como um problema da ciência e não da religião, a influência de Sigmund Freud permanecerá impregnada na mente do homem moderno. Freud foi um arquiteto da mente moderna – um construtor profano – como Marx e Darwin. Ele foi também um inimigo da religião – especificamente da Bíblia e dos seus padrões absolutos. Ele cria que o teísmo bíblico era a “ilusão” que compunha o problema de culpa central do homem. Freud queria que o homem aceitasse seu predicamento moral sem referência ao pecado.

A motivação de Freud para a psicanálise foi a remoção da culpa em prol da autoaceitação. Ele postulou que o predicamento moral do homem era inescapável e a culpa inevitável, a menos que o homem pudesse chegar a um acordo com a sua prisão moral. Essa ideologia gerou a nova moralidade dos nossos tempos, em que tanto o homossexual como o cristão devem aceitar e abraçar um estilo de vida imoral. O fato de o homossexual condenar a si mesmo é chamado agora de doença mental, e o de alguém condenar o homossexual, de prova de doença mental.

Essa é uma ética destrutiva, consistente com o fato de Freud ver a si mesmo como um destruidor. Seu propósito era dissociar a culpa do pecado, tornando-a um problema da ciência e não da fé. Por meio dessa revisão Freud esperava destruir a religião.

Mas a remoção da influência religiosa cristã leva apenas à tirania, à medida que o Deus cristão é substituído pelo governo ditatorial da elite científica. O Totalitarismo assume o lugar do Deus Trino à proporção que os governantes científicos buscam controlar cada faceta da vida. A terapia de Freud era socialismo científico: um sincretismo das agendas científicas e políticas do homem moderno.

Essa análise de um dos personagens mais insidiosos da história fornecerá discernimento para o ataque moderno que busca abolir o cristianismo e o pensamento bíblico.

Rushdoony, em Freud

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Culto ao caos

Em época de carnaval é muito comum participarmos de encontros da igreja ou nos retirarmos para um local mais afastado da bagunça, como uma casa de praia. No entanto, ontem resolvemos dar uma volta na avenida Beira-mar, aqui em Florianópolis. A impressão que dava era que havíamos saído de um bunker, depois de muitos anos, e encontrado um mundo diferente. Eram pessoas desmaiadas no chão e em bancos, homens vestidos de mulher, jovens fumando maconha, gritos por todos os lados, casais brigando em público... Demos meia volta e voltamos para casa.

No carnaval, dizem, tudo é permitido: adultérios, uso de drogas e outras baixarias que, em dias comuns, pelo menos são feitas com mais discrição. Dias anteriores, estava lendo um livro de Rushdoony, onde ele fala sobre o culto ao caos do mundo antigo. No momento em que vi as cenas de depravação, lembrei do texto, que, na minha opinião, encaixa-se perfeitamente com o que é “comemorado” nesta época do ano.

Diz Rushdoony:

[...] Estamos retrocedendo aos cultos ao caos que marcaram o mundo antigo.

[...] Um desses cultos ao caos que nos é familiar a partir do mundo greco-romano era as Saturnais. A moralidade era muito rigorosa naqueles dias, mas uma vez por ano, por um período de dias - às vezes uma semana: em algumas culturas, dez dezenas - toda a lei era subvertida. Um condenado era trazido do cárcere e entronizado como rei, a ponto de possuir a rainha. As leis contra a bestialidade, o incesto e toda espécie de perversão eram subvertidas. Só uma lei ainda vigorava, a de que os padeiros tinham de trabalhar o suficiente todos os dias para produzirem comida para a população.

Isso decorria da crença greco-romana de que toda a criação surgira do caos e que, portanto, o poder, a energia e a graça estavam presentes no caos. Na liberação anual do caos, esse poder era drenado e invocado, para que uma onda de processão jorrada dos mananciais do ser corresse através da sociedade e lhe concedesse vitalidade para um outro ano.


quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Sadomasoquistas

Parece que consideramos a justificação como se fosse puramente uma doutrina eclesiástica, e ainda dizemos daqueles que procuram se desculpar: "Ele está tentando se justificar". A justificação é indispensável aos homens. Se eles não a obtiverem de Deus por meio de Jesus Cristo, vão tentar estabelecê-la por si mesmos, pagando altas somas de dinheiro a psiquiatras ou psicanalistas para ajudá-los a fazer isso.

A mesma verdade aplica-se à expiação. Se negarmos a expiação proporcionada por Jesus Cristo, nos voltaremos para o sadismo (pondo nossos pecados sobre outrem e castigando-o) ou para o masoquismo (castigando a nós mesmos). Todos os homens que estão do lado de fora da expiação de Cristo serão sadomasoquistas; pois buscarão a expiação alternando entre o sadismo e o masoquismo.

Rousas John Rushdoony, em O "ateísmo" da igreja primitiva.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Algumas palavras sobre o governo

A palavra governo significava, em primeiro lugar, o auto-governo do cristão, o governo básico em toda a história. Segundo, e muito relacionado e quase inseparavelmente ligado com esse, governo significava a família. Toda família é um governo; é a primeira igreja e primeira escola do homem, e é também o seu primeiro Estado. O governo da família pelo cabeça apontado por Deus, o homem, é básico para a sociedade. Terceiro, a igreja é um governo, com leis e disciplinas. Quarto, a escola é um governo importante da vida de uma criança. Quinto, trabalho ou vocação é uma área importante de governo. Nosso trabalho claramente nos governa e nós governamos nosso trabalho. Sexto, associações privadas, afiliações, organizações e semelhantes agem como um governo sobre nós, visto que nos submetemos a esses padrões sociais e governamos outros com as nossas expectativas sociais. Sétimo, o Estado é uma forma de governo, e, originalmente, sempre foi chamado de governo civil em distinção a todas essas outras formas de governo. “Mas, tragicamente, quando dizemos governo hoje queremos dizer o Estado, o governo federal, ou alguma outra forma de governo civil. E, mais tragicamente, o governo civil hoje reivindica ser o governo sobre o homem, não um governo entre muitos, mas o governo acima de todos. O governo civil reivindica jurisdição sobre nossas associações privadas, nosso trabalho ou emprego, nossas escolas e igrejas, nossas famílias, e nós mesmos. A palavra governo não mais significa auto-governo primária e essencialmente; significa o Estado (Rousas J. Rushdoony, Law and Liberty, p. 59).

Extraído do site Monergismo

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