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domingo, 10 de dezembro de 2017

Shalom Yerushalayim!

Foi em Jerusalém que Deus escolheu fazer habitar Seu nome. Cidade de Paz, Cidade de Justiça, A Cidade do Grande Rei.

Todas as nações são devedoras de gratidão e honra para com Jerusalém, pois foi de Jerusalém que saiu a Palavra de Deus, luz para todos os povos.

Grande parte dos princípios morais e éticos encontrados nos códices de leis e nos costumes das mais diferentes nações, povos, tribos e línguas, encontram fulcro nas Escrituras.

Todo judeu tem nela o seu lar. Jerusalém, edificada como cidade encorajando amizade e união.

Todo cristão com o mínimo de conhecimento bíblico, seja de origem católica ou protestante, deve reconhecer que Jerusalém é a capital indivisível do povo judeu. Desde Jerusalém, e até aos confins da Terra, tem sido anunciadas as Boas Novas do Reino de Deus.

Orai pela paz de Jerusalém! Sejam prósperos aqueles que te amam. Que haja paz em seus muros e prosperidade em seus palácios. (Salmos 122:6,7)

segunda-feira, 10 de maio de 2010

João, o discípulo que amava

[...] João, o apóstolo e evangelista, foi exilado por Domiciano para a ilha de Patmos. Depois que o imperador morreu assassinado e o senado revogou as suas leis, João foi posto em liberdade e no ano 97 veio para Éfeso, onde permaneceu até o reinado de Trajano. Ali dirigiu as igrejas da Ásia e escreveu o seu evangelho. E assim viveu ele até o ano 68 depois da paixão de nosso Senhor, quando a sua idade era de aproximadamente cem anos.

Clemente de Alexandria acrescenta uma certa história relativa ao santo apóstolo, que merece ser lembrada por aqueles que têm prazer nas coisas honestas e proveitosas. A história é a seguinte: Quando João voltou para Éfeso procedente da ilha de Patmos, solicitaram-lhe que visitasse os lugares nas redondezas. Quando, ao fazê-lo, chegara a uma certa cidade e havia confortado os irmãos, viu um jovem de corpo robusto, belo semblante e espírito ardente. Fixando sério o recém-indicado bispo, disse João: — Eu, da maneira mais solene, entrego este homem em tuas mãos, aqui na presença de Cristo e da Igreja.

Quando o bispo havia recebido de João essa responsabilidade e havia prometido agir com fidelidade e diligência em relação a ela, João novamente dirigiu-lhe a palavra e lhe confiou a responsabilidade como antes fizera. Feito isso, João voltou para Éfeso. O bispo, recebendo o jovem entregue aos seus cuidados, trouxe-o para casa, cuidou dele, alimentou-o e finalmente o batizou. Depois disso, ele gradativamente relaxou sua atenção e vigilância sobre o jovem, confiando que já lhe dera as melhores salvaguardas possíveis ao marcá-lo com o selo do Senhor.

O jovem tinha então mais liberdade, e aconteceu que alguns de seus velhos amigos e conhecidos, que eram ociosos, dissolutos e endurecidos na maldade, passaram a fazer-lhe companhia. Inicialmente o convidaram para suntuosos e libertinos banquetes; depois o convenceram a sair com eles pela noite para furtar e roubar; em seguida, eles o tentaram a cometer maiores males e maldades. Assim, com o tempo veio o costume e pouco a pouco o jovem se tornou mais habilidoso e, sendo muito inteligente e de intrépida coragem, como um cavalo bravio ou indomado, abandonando o caminho reto e correndo solto e sem peias, foi levado de cabeça para as profundezas da desordem e do ultraje. E assim, esquecendo-se por completo da salutar doutrina da salvação que antes aprendera a ponto de rejeitá-la, foi tão longe no caminho da perdição que para ele avançar muito mais não era motivo de ansiedade. Desse modo, juntando-se a um bando de companheiros e colegas ladrões, ele assumiu o papel de cabeça e capitão entre os colegas, na perpetração de todos os tipos de assassínios e felonias.

Aconteceu que João foi novamente solicitado a visitar aquela região. Veio e, ao encontrar-se com o bispo a quem nos referimos antes, cobrou dele que prestasse contas do compromisso assumido na presença de Cristo e da congregação que estivera presente na ocasião. O bispo, algo surpreso com as palavras de João, supondo que se referissem a algum dinheiro posto sob sua custódia e que ele não recebera (mas mesmo assim não ousava desconfiar de João nem contrariar-lhe as palavras), não sabia o que responder. Então João, percebendo a sua perplexidade, expressando o que queria dizer de modo mais claro, explicou: — O jovem e a alma do nosso irmão posta sob a sua custódia, eu os exijo. — Então o bispo, lamentando e chorando em altos brados, disse: — Ele morreu. — E João indagou: — Como, qual foi a causa da morte? — Disse o outro: — Ele morreu para Deus, pois se tornou um homem mau e desregrado e acabou como um ladrão. Agora freqüenta a montanha em vez da Igreja, na companhia de malfeitores e ladrões iguais a ele.

Nesse ponto o apóstolo rasgou suas vestes e, lamentando muito, disse: — Que belo guardião da alma de seu irmão deixei aqui! Arranje-me um cavalo e arrume um guia que me acompanhe. — Feito isso, providenciados o cavalo e o homem, ele saiu às pressas da Igreja. Chegando ao lugar indicado, foi preso por ladrões que estavam à espreita. Mas ele, sem tentar fugir ou resistir, disse: — Vim até aqui com uma finalidade. Levem-me — disse ele — ao seu capitão. Assim que se cumpriu o seu pedido, o capitão, armado até os dentes, começou a examiná-lo de modo impiedoso. Logo em seguida, ao reconhecê-lo, foi tomado de confusão e vergonha e empreendeu uma fuga. Mas o velho o seguiu como pôde e, esquecendo-se da idade, gritava: — Meu filho, por que foges de teu pai? Um homem armado fugindo de um homem despojado, um jovem fugindo de um velho? Tem piedade de mim, meu filho, e não tenhas medo, pois ainda resta esperança de salvação. Eu responderei a Cristo por ti. Eu morrerei por ti, se for preciso. Como Cristo morreu por nós, eu darei a minha vida por ti. Acredita-me, foi Cristo que me enviou.

O capitão, ouvindo tais palavras, primeiro, como se estivesse confuso, ficou estático, e com isso a sua coragem se abateu. Depois jogou as armas ao chão e aos poucos começou a tremer, sim, e depois chorou amargamente. Em seguida, aproximando-se do velho, abraçou-o e falou com ele chorando (da melhor maneira que pôde), sendo novamente batizado no ato com lágrimas. Mas escondia a mão direita que estava encoberta.

Em seguida o apóstolo, depois de prometer que obteria o perdão de nosso Salvador, orou, caindo de joelhos, e beijou-lhe a mão direita assassina (que por vergonha ele antes não ousava mostrar), agora purificada pelo arrependimento, e o trouxe de volta para a Igreja. E quando havia rogado por ele com oração contínua e jejuns diários, e o havia fortalecido e confirmado a sua mente com muitas máximas, João o deixou novamente restaurado para a Igreja. Um grande exemplo de sincera penitência, prova de regeneração e um troféu da futura ressurreição.

John Foxe - O Livro dos Mártires

terça-feira, 1 de setembro de 2009

A História da Igreja

Nesse post, queremos salientar a importância de todo cristão pelo conhecimento histórico acerca daquilo que Deus tem operado no meio do seu povo, a Sua Igreja, no decorrer do tempo. Lloyd-Jones já dizia que o conhecimento do Senhor sempre leva a um interesse pela história da Igreja, e estimula esse interesse. Há um defeito em algum ponto do nosso conhecimento do Senhor; pois desde que uma pessoa tenha um verdadeiro conhecimento do Senhor, ela tem um vívido interesse por todas as obras do Senhor, por todos os eventos conhecidos e registrados na longa história da Igreja Cristã. Penso que isso é algo que deveria levar-nos a examinar-nos a nós mesmos com muita seriedade (1). Para nossa alegria, nosso irmão Juliano Heyse, daqui de Florianópolis, disponibilizou um excelente estudo, mesmo que resumido, sobre história da Igreja. Porém, muito rico em vários aspectos. Todo estudo está disponibilizado no site Bom Caminho, e poderá ser baixado em mp3 ou então, você poderá ouvir no próprio site incluindo apresentação de slides com fotos, mapas e outras imagens. Excelente trabalho! Obrigado ao Juliano por disponibilizar esse tesouro. São 52 partes numeradas seqüencialmente. Com certeza vale a pena ser visto e ouvido diversas vezes.

1 – João Calvino & George Whitefield, D.M. Lloyd-Jones. Editora PES

domingo, 17 de maio de 2009

Quem escreveu a epístola aos Hebreus?

Complementando o artigo do Pr. Marcello de Oliveira, segue algumas citações históricas:

"(...) Clemente expõe muitos pensamentos da Carta aos Hebreus, e inclusive utiliza textualmente algumas passagens da mesma, mostrando assim com toda claridade que este escrito não é recente. Por isso pareceu natural catalogá-lo entre os demais escritos do apóstolo. Porque Paulo praticou por escrito com os hebreus valendo-se de sua língua pátria, e alguns dizem que a carta foi traduzida pelo evangelista Lucas, mas outros afirmam que foi o próprio Clemente, o que talvez seja mais verdadeiro pelo fato de ambas, a Carta de Clemente e a Carta aos Hebreus, conservarem um caráter estilístico semelhante, além de não se diferenciar muito o pensamento de um e outro escrito." (Eusébio de Cesaréia - História Eclesiástica, Livro 3, XXXVIII, 1-3)

"Diz também que a Carta aos Hebreus é certamente de Paulo, mas que foi escrita em língua hebraica para os hebreus, sendo que Lucas a traduziu cuidadosamente e a editou para os gregos; daí que se encontre o mesmo colorido no estilo desta carta e nos Atos. E acrescenta que é natural que a expressão "Paulo apóstolo" não esteja escrita no cabeçalho, "porque - diz - como escrevia aos hebreus, que tinham prevenção contra ele e dele suspeitavam, com absoluta prudência não quis espantá-los já no início pondo seu nome". E um pouco abaixo acrescenta: "Pois bem, como dizia o bem-aventurado presbítero, posto que o Senhor, apóstolo do Todo-Poderoso, foi enviado aos hebreus, Paulo, que o havia sido dos gentios, por modéstia não se intitulou apóstolo dos hebreus, e ao mesmo tempo por deferência para com o Senhor e porque, apesar de ser arauto e apóstolo dos gentios, escreve em anexo também uma carta aos hebreus." (Eusébio de Cesaréia - História Eclesiástica, Livro 6, XIV, 2-4)

"(...) Ele (Paulo), sendo um hebreu, escreveu em hebraico, ou seja, sua própria língua, na qual é mais fluente, e as coisas que foram escritas de forma eloquente em hebraico o foram ainda mais eloquentemente traduzidas ao grego, e esta é a razão pela qual soa diferente das outras epístolas de Paulo." (Jerônimo - De Viris Illustribus, 5)

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Selo da Antiga Sinagoga Messiânica

Selo Nazareno/MessiânicoAurora, Colo. (EP) — Um Selo Messiânico da igreja cristã na antiga Jerusalém foi redescoberta após 2000 anos. Este antigo símbolo foi encontrado no Monte Sião. Acredita-se que ele foi criado e utilizado por judeus crentes que chamavam-se a si mesmos de Nazarenos na primeira Igreja Messiânica.

Três companhias - Olim Creative Products de Tiberíades, News About Israel (NAI) de Jerusalém e a Christian Floral Delivery do Colorado - se uniram e anunciaram a descoberta deste antigo símbolo, pelo qual a NAI adquiriu direitos autorais. Ele consiste de três separados, porém integrados símbolos: uma menorá ao topo, uma estrela de Davi ao centro e um peixe na parte de baixo. Em cada uma das formações do símbolo de três partes, a estrela é formada pelo entrelaçamento da base da menorá como o peixe.

O Selo Messiânico foi achado gravado ou inscrito em oito antigos objetos. Os artefatos foram mostrados a Ludwig Schneider, editor chefe da revista da NAI, Israel Today, em 1990. Eles os obtiveram de Tech Otecus, um velho monge que viveu como eremita na parte antiga da Cidade de Jerusalém. Otecus disse que nos anos 60 ele pessoalmente escavou cerca de 40 objetos com o Selo Messiânico numa antiga gruta localizada nas proximidades da Sala Superior no Monte Sião.

O que uma vez era a entrada principal da gruta está agora cercada com uma pesada grade igual a de cadeias. Esta porta, que leva abaixo de um antigo lugar de batismo, está fortemente protegida por uma pesada corrente e cadeado. De acordo com Schneider, a última entrada para a gruta foi fechada logo após ele ter contado aos padres do monastério local sobre a descoberta do Selo Messiânico.

Schneider fotografou oito artefatos que foram dados a ele por Otecus, e mostrou as fotos para o curador do Museu de Israel. "Quando ele cuidadosamente analisou minhas fotos", lembra Schneider, "o curador imediatamente disse-me que aqueles objetos e seu exclusivo símbolo eram um importante achado. Ele disse-me que o museu já havia visto outros objetos feitos com o mesmo símbolo de três partes de uma fonte que ele não mencionou".

De acordo com Bob Fischer, presidente da Olim Creative Products e co-autor com o historiador local e artista Reuven Schmalz do livro The Messianic Seal of the Jerusalem Church, o antigo símbolo de três partes tem sido desde 135 A.D abafado por vários grupos israelitas ou agências, como o Museu de Israel e pelos rabinos ortodoxos da parte antiga da Cidade de Jerusalém, enquanto simultaneamente eram (literalmente) enterrados por eles ao longo de dois milênios de igreja.

Ainda, de acordo com Fischer, pelo menos dois dos oito objetos eram obviamente utilizados como peças cerimoniais que poderiam ter sido usadas por Tiago, o irmão de Jesus, que é tido como o primeiro líder da igreja, ou talvez até mesmo por um ou mais dos Doze Apóstolos.

La Shemen Ruehon - Para o óleo do EspíritoUm dos oito objetos é um bloco bem gasto feito um mármore local e tamanho de um tijolo. Esta peça possui um versão entalhada do Selo Messiânico com um Tav (a última letra do antigo alfabeto hebraico que parecia-se exatamente com o sinal de uma cruz) no olho do símbolo do peixe, assim como uma escrita em aramaico informando o uso deste artefato para ser a base de onde se coloca o frasco do óleo de unção. O antigo aramaico é transliterado como "La Shemen Ruehon" (Para o Óleo do Espírito). Outro dos oito objetos é um pequeno, e quase intacto, frasco que deveria certamente ser colocado no topo da base de mármore.

Comentando o que ele caracterizou como de "monumental importância" desta descoberta arqueológica, Fischer diz, "Além do fundo histórico dos Nazarenos, os primeiros judeus crentes que fundaram a Igreja de Jerusalém, o Selo Messiânico por si só proclama ao mundo a penetrante judaicidade de Jesus Cristo e decididamente a fundação e raízes da igreja fundada no Seu Nome".

"O Selo Messiânico da Igreja de Jerusalém", continua Fischer, "ataca todas as raízes de anti-semitismo enquanto proclama a urgente mensagem que restaura a unidade: Judeu com Judeu, e Judeu com Gentio. A importância desta descoberta não pode ser desprezada. O Selo Messiânico não é apenas a chave para entender os Pergaminhos do Mar Morto, ele poderá abalar as fundações da igreja e do judaísmo ortodoxo com sua incrível mensagem de unidade e amor. Ele quebra as barreiras que existiram por milênios e aponta o caminho para a restauração."

Evangelical Press News Service, July 6, 1999
Tradução: Magno Lima


*Há quem sustente que a terceira figura não se trata de um peixe e que na verdade seria um Alef (primeira letra do alfabeto hebraico) em paleo-hebraico com um Tav (última letra do alfabeto hebraico) em seu interior, formando assim o "Alef-Tav" (equivalente ao grego: "Alfa e Ômega").

Perceba-se também quão forte foi o anti-semitismo à época da institucionalização da igreja, chegando ao ponto de extirpar qualquer traço de judaísmo até mesmo do selo usado pelos primeiros discípulos, retirando a Menorá e a estrela (escudo) de David e ficando somente com o "peixe" (Ichtus).

domingo, 10 de agosto de 2008

Tisha b'Av

Beit HaMikdashO dia 9 de Av (5º mês do calendário hebraico) é marcado pelas maiores catástrofes da história judaica.

Em Tisha b'Av:
  • Os espias enviados por Moisés retornaram e, apesar de enaltecerem as qualidades da terra, desencorajaram o povo persuadindo-os a não entrarem nela; aquela geração foi condenada a perecer no deserto e a entrada na terra de Israel foi adiada em quarenta anos;
  • O primeiro Templo foi destruído;
  • Conforme o avanço dos romanos, os judeus ficaram perplexos ao perceberem que o segundo Templo também seria destruído na mesma data;
  • A fortaleza de Betar foi destruída e teve início o último exílio judaico; A área onde se localizava o Templo foi arada;
  • Convocação das Cruzadas em 1095; Queima dos talmuds em 1242;
  • Expulsão dos judeus da Inglaterra em 1290; expulsão dos judeus da França em 1306; o fim da Idade de Ouro da Espanha, de onde os judeus foram expulsos em 1492; expulsão dos judeus da Áustria em 1670;
  • A 2ª Guerra foi a conclusão arrastada da 1ª cujo início se deu nesta data em 1914.
E quem de nós nunca teve seu Tisha b'Av pessoal?

Neste dia costuma-se ler o livro de Lamentações. Um dia para recordar, lamentar e refletir sobre esses eventos, e esperar que o Eterno os converta em dupla honra.

Segundo a Bíblia, o jejum do 5º mês (Av) será para a casa de Judá: gozo, alegria e festa. Queira o Eterno, seja em nossos dias.

sábado, 26 de julho de 2008

Mashiach ben Yosef

Texto em pedra fala da morte e resurreição do Messias 'ben Yosef'Fiquei sabendo, através do Observatório Bíblico, sobre um achado arqueológico bastante interessante.

Trata-se de um texto apocalíptico inscrito em pedra, acredita-se do século I antes de Cristo, que parece falar da ressurreição de um messias (Mashiach ben Yosef) três dias após sua morte. A descoberta está sendo chamada de algo como: “manuscrito em pedra” do mar morto.

A tradição judaica fala de “dois” messias: Mashiach ben Yosef (Messias filho de José) e Mashiach ben David (Messias filho de Daví); ou, como também é entendido, dois aspectos de um único Messias. O ben Yosef como “o servo sofredor” e o ben David como o Messias glorioso que reinará no milênio.

No Talmud encontramos essa distinção:

“Rabi Alexandre disse: Rabi Yehoshua Ben Levi apontou uma contradição. Como está escrito, em seu tempo [o Messias virá], enquanto também está escrito, Eu [o Senhor] apressarei isto! — se eles merecem, Eu apressarei isto: se não, [Ele virá] no seu devido tempo. Rabi Alexandre disse: Rabi Yehoshua opôs dois versos: como está escrito: E vede, um como o filho do homem sobre as nuvens do céu enquanto [de outro modo] está escrito: [vede, Seu Rei vem a ti…] humilde e montado sobre um jumento — se eles merecem, [Ele virá] nas nuvens do céu; se não, humilde e montado sobre um jumento.” (Talmud bavli, Sanhedrin 98a)

E mais especificamente sobre o ben Yosef:

“A terra pranteará. Qual é a razão deste lamento? Rabi Dosa e os rabis diferem sobre isso. Rabi Dosa diz: (Eles lamentarão) sobre o MESSIAS QUE SERÁ ASSASSINADO, e os rabis dizem: Eles lamentarão sobre a Má Inclinação a qual será morta (nos dias do Messias). Isto está de acordo com aquele que explana que a causa (do lamento) é o ASSASSINATO DO MASHIACH BEN YOSEF, Pois concorda com o verso da Escritura: Olharão para mim, a quem trespassaram, e o prantearão como quem pranteia por seu filho único.” (Talmud bavli, Suká 52a)

O interessante do novo achado é que seria a mais antiga referência ao Mashiach ben Yosef; a única, até o momento, anterior ao nascimento de Jesus. E que ele seria ressuscitado três dias após ter sido morto.

Para se inteirar mais, leia as matérias:
Texto em pedra fala da ressurreição do Messias décadas antes de Jesus
Ancient Tablet Ignites Debate on Messiah and Resurrection

sábado, 5 de abril de 2008

História dos Hebreus (Obra Completa)

Uma obra desse calibre merece destaque. Finalmente está disponível em e-book a obra completa de Flávio Josefo, o maior historiador da humanidade, cuja relevância histórica é sem precedentes por ter sido ele testemunha direta dos acontecimentos decisivos do primeiro século, tornando-se uma fonte essencial para a pesquisa desse período. E-book com 1627 páginas.


Opções de download
:

*O arquivo não está mais disponível.

O livro impresso está temporariamente indisponível no site da Editora CPAD.

Para quem deseja se inteirar um pouco sobre a pessoa desse grande historiador, o Professor Airton José da Silva nos brinda com um interessante artigo:

"Flávio Josefo, Homem singular em uma Sociedade Plural": Parte 1 | Parte 2 | Parte 3

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