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quinta-feira, 8 de abril de 2010

Servindo a Deus com Alegria

Mas de que maneira podemos alcançar essa permanente felicidade de alma? Como aprender a ter prazer em Deus? Como chegaremos a uma plena satisfação de alma em Deus a tal ponto de sermos capazes de abrir mão das coisas deste mundo como vãs e sem valor em comparação com o que temos nele? Eu respondo, essa felicidade pode ser obtida através do estudo das Sagradas Escrituras. Por meio delas, Deus tem se revelado a nós na face de Jesus Cristo.

Nas Escrituras, pelo poder do Espírito Santo, ele se manifesta ao nosso homem interior. Lembre-se, não é o Deus de nossos pensamentos ou de nossas imaginações que precisamos conhecer, mas o Deus da Bíblia, nosso Pai, que deu Jesus, seu Filho bendito, para morrer por nós. É esse Deus que devemos procurar conhecer intimamente, de acordo com a revelação que deu de si mesmo em sua tão preciosa Palavra.

A maneira como estudamos essa Palavra é uma questão da mais profunda importância. A parte mais cedo do dia que nos for disponível deve ser dedicada à meditação nas Escrituras. Devemos alimentar nosso homem interior na Palavra. Devemos lê-la – não para os outros, mas para nós mesmos. Todas as promessas, os encorajamentos, as advertências, as exortações, as repreensões devem ser recebidas diretamente no nosso coração.

De maneira especial, tomemos o cuidado de não negligenciar porção alguma da Bíblia. Ela deveria ser lida do princípio ao fim regularmente. Ler partes favoritas da Bíblia – e deixar outras de lado – é um hábito que deve ser evitado. Porém, mesmo a leitura completa da Bíblia não é suficiente. Precisamos buscar o conhecimento íntimo e experimental daquele que é revelado pelas Escrituras, o bendito Jesus que se entregou para morrer em nosso lugar. Oh, que satisfação verdadeira e duradoura nossa alma encontra nele!
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George Müller
Fonte: O Arauto da Sua Vinda, Ano 26 nº 5 - Setembro/Outubro 2008
Via Phelip Eih! (parte)

quarta-feira, 18 de março de 2009

Meditação na Palavra

A coisa mais importante que tenho a fazer é ler a Palavra de Deus e meditar nela. Assim meu coração pode ser confortado, encorajado, alertado, reprovado e instruído.

Anteriormente, assim que levantava, eu começava a orar tão logo quanto possível. Mas, freqüentemente, eu gastava entre quinze minutos e uma hora, sobre os joelhos, lutando para orar enquanto minha mente vagava. Agora raramente tenho esse problema. Como meu coração está nutrido com a verdade da Palavra, sou levado à verdadeira comunhão com Deus. Eu falo com meu Pai e meu Amigo (embora eu não seja digno) a respeito das coisas que Ele me traz em Sua preciosa presença.

Sempre me surpreende eu não ter visto a importância de meditar nas Escritura mais cedo em minha vida cristã. Assim como o homem exterior não está apto para o trabalho por qualquer extensão de tempo a menos que coma, assim também o homem interior. Qual é o alimento para o homem interior? Não é a oração, mas a Palavra de Deus – não a simples leitura da Palavra de Deus, de forma que ela apenas passe por nossas mentes, assim como a água corre por um encanamento. Não, nós devemos considerar o que lemos, examinar cuidadosamente, e aplicar aos nossos corações.

Quando oramos falamos com Deus. Este exercício da alma pode ser melhor executado após o homem interior ter sido alimentado pela meditação na Palavra de Deus. Através da Sua palavra, nosso Pai fala conosco, nos encoraja nos conforta, nos instrui, nos humilha e nos reprova. Podemos meditar de maneira frutífera, com a benção de Deus, embora estejamos espiritualmente enfraquecidos, quanto mais fracos estivermos, de mais meditação precisamos para fortalecer nosso homem interior. A meditação na Palavra de Deus tem me dado a ajuda e força para passar em paz por profundas provações. Como é diferente quando a alma está renovada em comunhão com Deus logo cedo pela manhã! Sem preparação espiritual, o serviço, as provações, e as tentações do dia podem se tornar grandes demais para que os possamos enfrentar.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

George Müller e as Doutrinas da Graça

"Antes desse tempo (quando cheguei a respeitar a Bíblia somente como minha regra de fé) eu me opunha fortemente às doutrinas da eleição, redenção particular (também chamada de expiação limitada) e graça para perseverança até o fim. Agora, porém, fui levado a examinar essas verdades preciosas pela Palavra de Deus. Tendo sido levado a não procurar nenhuma glória própria na conversão de pecadores, mas tão somente a me considerar como um mero instrumento, e havendo sido disposto a aceitar o que as Escrituras dizem, eu me aproximei da Palavra, lendo o Novo testamento desde seu início, com referência em particular a essas verdades.

Para minha enorme surpresa, descobri que as passagens que falam diretamente sobre eleição e graça perseverante eram cerca de quatro vezes mais abundantes do que as que aparentemente falam contra essas verdades. E após breve tempo, até mesmo essas poucas passagens, uma vez que as havia examinado e compreendido, serviram para me confirmar as doutrinas referidas.


Quanto ao feito que minha crença nessas doutrinas teve em minha vida, sou constrangido a afirmar, para a glória de Deus, que embora seja ainda muito fraco, e de forma alguma tão morto para a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida quando deveria ser, ainda assim, pela graça de Deus, tenho andado ainda mais perto dEle desde esse período. Minha vida não tem sido tão inconstante e posso dizer que tenho vivido muito mais para Deus do que antes.
"

Cerca de quarenta anos após, em 1870, Müller falou a alguns novos crentes sobre a importância do que lhe ocorrera em Teignmouth. Disse ele que sua pregação havia sido infrutífera por quatro anos na Alemanha, de 1825 a 1829, mas então ele veio à Inglaterra e foi instruído nas Doutrinas da Graça.

"Pelo tempo de minha chegada a este país, agradou a Deus mostrar-me as Doutrinas da Graça, de um modo que eu não as percebi antes. A princípio, eu odiei: "se isso é verdade, não posso fazer nada para a conversão dos pecadores, visto que tudo depende de Deus e da obra do seu Espírito". Mas, quando aprouve a Deus revelar-me estas verdades, meu coração foi trazido a um estado em que eu podia dizer: não estou apenas contente e ser um martelo, um machado ou um serrote, nãso mãos de Deus; mas também considerarei a maior honra ser usado por Ele de qualquer maneira. E, se pecadores forem salvos por minha instrumentalidade, eu Lhe darei toda a glória, do mais profundo de minha alma. E o Senhor me outorgou a bênção de ver frutos, frutos em abundância: muitos pecadores convertidos. E Deus sempre me tem usado, de uma maneira ou outra, em sua obra. "

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