terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Você tem honrado o Espírito Santo?

Honramos o Espírito Santo ao reconhecer sua obra e confiar nela? Ou o desprezamos ao ignorar essa atuação e assim desonrar não só o Espírito, mas o Senhor que o enviou?

Com relação à fé: Reconhecemos a autoridade da Bíblia, o Antigo Testamento profético e o Novo Testamento apostólico que ele inspirou? Nós o lemos e ouvimos com a reverência e receptividade devidas à Palavra de Deus? Se não o fazemos, desonramos o Espírito Santo.

Com relação à vida: Aplicamos a autoridade da Bíblia e vivemos por ela, sem nos importar com o que possam dizer contra ela, reconhecendo que a Palavra de Deus tem propósito, não pode deixar de ser verdadeira e que ele manterá sua palavra? Se não o fazemos, desonramos o Espírito Santo, que nos deu a Bíblia.

Com relação ao testemunho: Lembramo-nos de que apenas o Espírito Santo pelo seu testemunho pode tornar autêntico o nosso? Esperamos que ele o faça e confiamos que ele o fará, demonstrando realmente nossa confiança, como Paulo o fez, abstendo-nos de demonstrações de sabedoria humana? Se não agirmos assim, desonraremos o Espírito Santo. Podemos ter alguma dúvida de que a atual esterilidade na vida da Igreja é o julgamento de Deus sobre nós pelo modo como temos desonrado o Espírito Santo? E, neste caso, que esperança podemos ter de sua remoção, até que aprendamos a louvar o Espírito Santo em nossos pensamentos, nossas orações e na prática? "Ele testemunhará..."

"Aquele que tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas."

J.I. Packer - extraído do livro O conhecimento de Deus.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Algumas palavras sobre o governo

A palavra governo significava, em primeiro lugar, o auto-governo do cristão, o governo básico em toda a história. Segundo, e muito relacionado e quase inseparavelmente ligado com esse, governo significava a família. Toda família é um governo; é a primeira igreja e primeira escola do homem, e é também o seu primeiro Estado. O governo da família pelo cabeça apontado por Deus, o homem, é básico para a sociedade. Terceiro, a igreja é um governo, com leis e disciplinas. Quarto, a escola é um governo importante da vida de uma criança. Quinto, trabalho ou vocação é uma área importante de governo. Nosso trabalho claramente nos governa e nós governamos nosso trabalho. Sexto, associações privadas, afiliações, organizações e semelhantes agem como um governo sobre nós, visto que nos submetemos a esses padrões sociais e governamos outros com as nossas expectativas sociais. Sétimo, o Estado é uma forma de governo, e, originalmente, sempre foi chamado de governo civil em distinção a todas essas outras formas de governo. “Mas, tragicamente, quando dizemos governo hoje queremos dizer o Estado, o governo federal, ou alguma outra forma de governo civil. E, mais tragicamente, o governo civil hoje reivindica ser o governo sobre o homem, não um governo entre muitos, mas o governo acima de todos. O governo civil reivindica jurisdição sobre nossas associações privadas, nosso trabalho ou emprego, nossas escolas e igrejas, nossas famílias, e nós mesmos. A palavra governo não mais significa auto-governo primária e essencialmente; significa o Estado (Rousas J. Rushdoony, Law and Liberty, p. 59).

Extraído do site Monergismo

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

A Confissão Abençoada

Em Lc. 15:18, nós encontramos o pródigo dizendo: "Pai, eu pequei". Ó!, aqui está uma confissão abençoada! Aqui está o que prova que um homem tem um caráter regenerado - "Pai, eu pequei". Deixe-me pintar a cena. Lá está o pródigo; ele fugiu de uma boa casa e de um pai amoroso, e gastou todo seu dinheiro com prostitutas, e agora ele não tem mais nada. Ele vai para seus antigos companheiros e lhes pede ajuda. Eles riem dele com desprezo. "Ó", diz ele, "vocês beberam meu vinho muitas vezes; eu sempre paguei para vocês nas nossas festas; vocês não vão me ajudar?" Mas eles dizem: "Vá embora!" e o expulsam dali. Ele procura todos seus amigos com quem tinha se associado, mas nenhum deles lhe dá qualquer coisa. Por fim alguém lhe diz: "Você quer um emprego? então vá e alimente meus porcos". O pobre pródigo, o filho de um rico proprietário de terras, que teve uma grande fortuna, tem que sair para alimentar porcos; e ele era judeu também! O pior emprego (na sua cabeça) para o qual ele podia ser contratado.

Veja-o lá, em trapos sujos, alimentando porcos; e qual era seu salário? Tão pouco que ele "desejava encher o estômago com as alfarrobas que os porcos comiam; e ninguém lhe dava nada". Veja, lá está ele, no seu lamaçal e imundície equivalentes aos dos seus companheiros de chiqueiro. De repente um pensamento posto lá pelo Espírito Santo, surge em sua mente: "meu pai têm abundância de pão, e eu aqui pereço de fome! Levantar-me-ei, irei ter com meu pai e dir-lhe-ei: Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus empregados". E ele volta. Ele mendiga por todo seu caminho, de cidade em cidade. Às vezes ele consegue carona em uma carruagem, talvez, mas em outros momentos ele vai na sua marcha resoluta por colinas estéreis e vales desolados, sozinho. E agora afinal ele chega à colina fora da aldeia, e vê a casa do seu pai lá embaixo. Lá está; a velha árvore de álamo em frente dela, e lá estão as pilhas de feno nas quais ele e seu irmão corriam e brincavam; e à vista da sua velha casa todos os sentimentos e lembranças da sua vida vieram a sua mente, e lágrimas correram de seus olhos e ele quase foge novamente. Ele pensa: "será que meu pai morreu? Como tive coragem de magoar tanto minha mãe? E se os dois estiverem vivos, eles nunca me receberão novamente; eles fecharão a porta na minha cara. O que estou fazendo? Eu não posso regressar e tenho medo de ir adiante". E enquanto ele estava decidindo, seu pai estava andando pela varanda superior, olhando para fora, para seu filho; e apesar dele não poder ver seu pai, seu pai podia vê-lo.

Bem, seu pai desce as escadas com toda sua força, corre até ele, e enquanto ele ainda está pensando em fugir, os braços do seu pai estão ao redor do seu pescoço, e ele o beija, como um pai amoroso, e então o filho começa - "Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho" e quando ele ia dizer "trata-me como um dos teus empregados" seu pai pôs a mão na sua boca. "Pare com isso", diz ele; " Eu o perdôo; não diga nada sobre ser um criado. Venha", diz ele, "entre, pobre pródigo. Ó!", diz ele para seus criados, "trazei depressa a melhor roupa, e vesti-lha, e ponde-lhe um anel no dedo e alparcas nos pés; trazei também o bezerro, cevado e matai-o; comamos, e regozijemo-nos, porque este meu filho estava morto, e reviveu; tinha-se perdido, e foi achado. E começaram a regozijar-se". Ó! Que recepção preciosa para o principal dos pecadores! Matthew Henry disse: "seu pai o viu, havia olhos de misericórdia; ele correu para o encontrar, havia pernas de misericórdia; ele pôs seus braços ao redor do seu pescoço, havia braços de misericórdia; ele o beijou, havia beijos de misericórdia; ele lhe disse, havia palavras de misericórdia - tragam a melhor roupa, havia atos de misericórdia, maravilhosa graça - tudo graça. Ó, que Deus gracioso Ele é".

Agora, pródigo, faça o mesmo. Deus pôs isto em seu coração? Há muitos que têm fugido por muito tempo. Deus diz "retorne?" Ó, eu apelo a você que volte, então, pois tão certo quanto sempre, os que retornam Ele os acolherá. Nunca houve um pobre pecador que viesse a Cristo, que Cristo o mandasse embora. Se ele lhe mandasse embora, você seria o primeiro. Ó, se você pudesse ao menos experimentá-lO! "Ah, senhor, eu sou tão sujo, tão corrupto, tão vil". Bem, você não pode ser mais vil que o pródigo. Venha para a casa do seu Pai, e tão certo quanto Ele é Deus, Ele manterá sua palavra: "o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora".

C. H. Spurgeon
Extraído de "Confissão de pecado: Um sermão com sete textos", do site Monergismo

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Sim, Ele é Soberano!

Acertadamente disse o senhor Spurgeon em seu sermão sobre Mateus 20:15; "Não há atributo mais consolador para os Seus filhos do que o da soberania de Deus. Sob as circunstâncias mais adversas, em meio às mais duras provações, eles crêem que Deus na Sua soberania ordenou as suas aflições, que Ele as dirige soberanamente, e que na Sua soberania santificará todas elas. Para os filhos de Deus não deveria haver nada por que lutar mais zelosamente do que a doutrina de que o seu Senhor domina toda a criação — do reinado de Deus sobre todas as obras de Suas mãos — do trono de Deus e Seu direito de ocupar esse trono. Por outro lado, não há doutrina mais odiada pelos mundanos, nenhuma verdade de que tenham feito joguete a tal ponto como a grandiosa, estupenda, porém certíssima doutrina da soberania do infinito Jeová. Os homens se dispõem a permitir que Deus esteja em toda parte, menos no Seu trono. Dispõem-se a deixá-lo em Sua oficina formando mundos e criando estrelas. Deixarão que esteja em Seu dispensário a distribuir esmolas e a conceder be­nefícios. Permitirão que fique sustentando a terra e mantendo firmes as suas colunas, que acenda os luzeiros do céu e governe as irrequietas ondas do oceano; mas, quando Deus sobe ao Seu trono, Suas criaturas rangem os dentes, e quando nós proclamamos um Deus entronizado, e Seu direito de fazer o que quiser com o que lhe pertence, como também de dispor de Suas criaturas como Ele achar melhor, sem consultá-las sobre a questão, então os homens nos vaiam, nos amaldiçoam e se fazem de surdos para não nos ouvir, porquanto Deus no Seu trono não é o Deus que eles amam. Mas é Deus no Seu trono que muito nos agrada pregar. É em Deus no Seu trono que confiamos".

A.W. Pink - Os atributos de Deus

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Um estilo de vida pronto para a guerra

A Bíblia é absurdamente clara ao dizer que "os que querem ficar ricos caem em tentação, e cilada, e em muitas concupiscências insensatas e perniciosas, as quais afogam os homens na ruína e perdição" (1 Tm 6.18,19). Entretanto, cada vez mais os que professam ser cristãos correm atrás daquilo que Deus proíbe: luxo, conforto, riquezas perecíveis... Como usar o nosso dinheiro de forma que honre a Deus? Para que serve o dinheiro? Como devemos usá-lo?

"Um estilo de vida pronto para a guerra". Neste vídeo esclarecedor o pastor John Piper responde as questões acima. Ele conclama a todos os cristãos a não se iludirem com as riquezas deste mundo, mas a buscarem a Riqueza Verdadeira, que nunca perecerá.



Atenção!
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