terça-feira, 29 de abril de 2008

No Solo da Gênese

BereshitSobre o por que do relato da Criação e por que ele foi colocado logo na abertura da Torá e, mais ainda, qual a importância fundamental deste capítulo da Torá, já que ela busca educar os homens e não apenas descrever Deus e seus atos maravilhosos, o Rabino Moshe Grylak escreve:

A resposta é que só haverá sentido no que vem a seguir se partirmos do pressuposto da Criação. Somente se soubermos que o mundo foi criado por Deus, um Ser Onipotente e Perfeito que transcende ao Universo e que criou o mundo com liberdade absoluta, é que poderemos dar sentido a qualquer discurso que verse sobre questões morais, sobre o bem e o mal, sobre honestidade, sobre justiça e injustiça e, principalmente, sobre a responsabilidade do homem pelos seus atos. Pois o homem foi criado à Sua semelhança e experimenta a liberdade Divina.

No entanto, se o mundo não houvesse surgido – Deus nos livre – por obra dos mistérios do Criador, a moral seria a maior das ilusões sobre a face da Terra. Ácidos, gases e moléculas não são “bons” ou “maus”. Se a matéria do mundo é sua única existência e realidade, então a moral não possui qualquer concretude intrínseca. Valores, reflexões sobre o bem e o mal, posturas morais e éticas, tudo isto seria, no melhor dos casos, apenas pontos de vista daqueles que os postulam. Este é o grande dilema, adequadamente expresso pelo filósofo ateu Bertrand Russel:

“Não sei como refutar as hipóteses referentes à relatividade da moral. Por outro lado, é difícil crer que a única coisa incorreta na crueldade selvagem seja o fato de eu não apreciá-la.”

Este é o grave problema do ateu. Sua mente não crê em Deus e seu coração segue sua mente. Sua razão o leva apenas a “não gostar”, por exemplo, dos nazistas, os quais tinham uma visão distinta sobre o bem e o mal. Ao mesmo tempo, seu coração sabe que a crueldade deles era essencialmente má e se originava no profano.

É por esse motivo que a Torá começa pela história da Criação do Mundo por Deus. Esta é a base que possibilita a existência da moral e da exigência de atitudes morais por parte dos homens. Esta é a verdadeira medida segundo a qual serão avaliados os pensamentos e as ações dos homens, sejam estas ações boas ou más. A Criação do Mundo é o dado fundamental que nos possibilita encontrar sentido na história humana e nos atos de cada indivíduo no contexto desta história.

Moshe Grylak - Reflexões sobre a Torá

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Humor que Faz Pensar

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Madame Guyon [a pedido]

Jeanne Marie Bouvier de La Motte (1648-1717), mais conhecida como Madame Guyon, foi levantada por Deus num contexto católico, em pleno século XVII, quando as nuvens da apostasia ainda eram densas, apesar da fresta de luz da Reforma. Deus a usou de forma especial para abrir caminho para a restauração da vida interior, da comunhão profunda com Ele, através da oração, da consagração plena, da santificação e do operar da cruz. Seus inspirados escritos, especialmente gerados na prisão, influenciaram a muitos ao redor do mundo e a notáveis líderes, tais como o Arcebispo Fenelon, os Quacres, John Wesley, Zinzendorf, Jessie Penn-Lewis, Andrew Murray e Watchman Nee. Eles foram tão marcados por Deus através dela que muitas das verdades comentadas e vividas por eles tiveram origem, de alguma maneira, no que herdaram de Madame Guyon; em nossos dias, estamos apenas começando a tocar no fluir das águas da verdadeira espiritualidade que Deus fez jorrar através dela.Sua autobiografia, escrita especialmente para atender à insistência de seu mentor, o padre La Combe, é notoriamente reconhecida como um dos maiores clássicos cristãos. Em vários livros encontramos menções dispersas desta autobiografia e de seus escritos, tentando resumir sua vida e obra. Hoje, pela primeira vez em língua portuguesa, temos a grande satisfação de apresentar aos garimpeiros de preciosidades esta singular obra.Esta é uma versão completa da obra original, e conservamos na íntegra o estilo da autora, em sua linguagem e contexto católico (apenas adicionamos os títulos, subtítulos e frases resumindo os capítulos). Como ela ressaltou: `Espero que o que escrevo não seja visto por ninguém que possa ofender-se com isso, ou que não esteja em condição de ver estes assuntos em Deus. Assim, é nosso encargo que, sem preconceitos, nossos olhos sejam abertos para também vermos, como muitos, além das letras e da casca das conjunturas naturais e tocar nos segredos do coração de Deus dispensados de forma especial pela correspondência incondicional de Madame Guyon. Esta é uma obra (Autobiografia de Madame Guyon) que merece nosso respeito. Que possamos vê-Lo no cenário e amá-Lo ainda mais. Ó Senhor, esta obra é fruto de Tua providência. A Ti damos toda glória!

Livro de sua autobiografia disponível na Editora dos Clássicos

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