terça-feira, abril 19, 2011

Anda pelos caminhos do teu coração


Alegra-te, jovem, na tua mocidade, e recreie-se o teu coração nos dias da tua mocidade, e anda pelos caminhos do teu coração, e pela vista dos teus olhos; sabe, porém, que por todas estas coisas te trará Deus a juízo. (Eclesiastes 11:9)

Que tipo de orientação devemos dar para as nossas crianças? Nós geralmente focamos exclusivamente em todas aquelas coisas que eles não podem fazer. Essa abordagem é perfeita, especialmente para as crianças mais novas. Afinal, nós adoramos e servimos a um Deus cujas primeiras palavras para o recém-nascido Israel foram “Não terás, não farás...”.

No final de Eclesiastes, Salomão oferece um tipo diferente de orientação. Falando especificamente aos jovens, ele incita-os a regozijarem-se, a deixarem que seus corações estejam alegres, e a seguirem os seus desejos durante os vaporosos dias da juventude.

Salomão não está incitando os jovens a cederem ao pecado. Mas ele dá, relativamente, poucos limites. Lembre-se de que você morrerá e de que sua vida é um vapor. Lembre-se do seu Criador, o Deus onipotente e generoso que fez você e deu a você todas as coisas. Lembre-se de que Deus trará tudo o que você faz a julgamento. Lembre-se dessas coisas, Salomão diz, e siga os desejos do teu coração.

Nós, como pais, estamos ansiosos que nossas crianças fujam do pecado, então nós nos refreamos de dar esse tipo de permissão. Mas se os corações de nossas crianças estão atentos à brevidade da vida e ao julgamento vindouro, então encoraje-os a “andar pelos caminhos do teu coração”. Se a visão do mundo deles é moldada por uma percepção profunda do seu Criador, então não se preocupe em dizer-lhes para “seguir pela vista dos teus olhos”.

De qualquer forma, ensine às suas crianças os 10 mandamentos e todos os outros “ Não deverás” da Escritura. Mas não negligencie o ensino de Salomão: ensine suas crianças que elas são criaturas de um Criador amoroso; ensine-os a respeito da morte; ensine-os que Deus é um juiz. Então, deixe-os soltos.

Peter J. Leithart

Traduzido por Saulo Rodrigo do Amaral

Artigo original aqui.

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