segunda-feira, 28 de março de 2011

Jesus: mais que um salvador

sexta-feira, 4 de março de 2011

Não, Não, Não Agostinho!

No Enquirídio de Santo Agostinho, Capítulo 46, que ouço em momentos de folga, ele diz isso:

"Aqui está a necessidade de cada homem ter nascido de novo, que ele poderia ser liberto do pecado no qual ele nasceu. Porque os pecados cometidos depois podem ser curados através de penitência, como vemos é o caso pós-batismo."

Isso é, se o entendi, engano na melhor das hipóteses.

Não que eu queira minimizar o significado de 1 Jo 1:9 (“Se confessarmos os nossos pecados, Ele é Fiel e Justo para nos perdoar os pecados”). Mas dizer do novo nascimento como sendo o modo que somos libertos do pecado pré-batismal, e a penitência como sendo o modo de sermos libertos do pecado pós-batismal, é dar um tratamento duplo ao pecado que contradiz a forma como a morte de Cristo opera - propiciada a todos os pecados dos eleitos de Deus, passado, presente e futuro.

Aqui está uma grande evidência. Acompanhe o raciocínio do João em 1 João 2: 1-2:

"Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo. E ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo."

No primeiro verso, João nos convida a não praticarmos nenhum pecado futuro. Mas entao ele diz que se viermos a cometer algum pecado futuro, nós temos um advogado, nesse caso, junto ao Pai.

No verso 2, ele baseia a eficácia dessa defesa ao final, uma vez por todas, propiciada pela obra de Cristo. Ele, esse advogado maravilhoso, é a propiciação pelos nossos pecados.

Portanto, a mesma propiciação que levou a picada dos nossos pecados pré-batismais, também levou a picada dos nossos pecados pós-batismais. Meus pecados futuros não são tratados de forma diferente dos pecados da minha juventude.

O sangue de Jesus, Seu Filho, nos purifica de todo pecado. 1 Joao 1:7. Todos os pecados.
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John Piper
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Tradução: Jair Kunzler
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