segunda-feira, setembro 14, 2009

O antídoto contra o materialismo

O Rei Salomão apresenta algumas percepções interessantes em Eclesiastes 5:10-15. A seguir, os versículos, com minhas paráfrases:
"Quem ama o dinheiro jamais terá o suficiente" (v10).
Quanto mais você tem, mais você quer ter.

"Quem ama as riquezas jamais ficará satisfeito com os seus rendimentos" (v10).
Quanto mais você tem, mais você se sente insatisfeito.

"Quando aumentam os bens, também aumentam os que os consomem" (v11).
Quanto mais você tem, mais pessoas (incluindo o governo) desejarão usufruir dos seus bens.

"E que benefício trazem os bens a quem os possui, senão dar um pouco de alegria aos seus olhos?" (v11).
Quanto mais você tem, mais você percebe que a riqueza material não tem grande utilidade.

"O sono do trabalhador é ameno, quer coma pouco quer coma muito, mas a fartura de um homem rico não lhe dá tranqüilidade para dormir" (v12).
Quanto mais você tem, mais motivos tem para se preocupar.

"Há um mal terrível que vi debaixo do sol: riquezas acumuladas para infelicidade do seu possuidor" (v13).
Quanto mais você tem, mais chance tem de sofrer por apegar-se à sua fortuna.

"Se as riquezas dele se perdem num mau negócio, nada ficará para o filho que lhe nascer" (v14).
Quanto mais você tem, mais tem a perder.

"O homem sai nu do ventre de sua mãe, e como vem, assim vai. De todo o trabalho que se esforçou nada levará consigo" (v15).
Quanto mais você tem, mais terá de deixar quando partir.
Salomão, o homem mais rico que já existiu, aprendeu que a abundância não satisfaz e quanto maior a ambição, mais se persegue miragens. Como o dinheiro geralmente acaba antes de as pessoas realizarem os seus sonhos mirabolantes, costuma-se acreditar no estereótipo de que a realização provém apenas daquilo que não podemos ter.

Mas Salomão nunca ficou sem dinheiro. "Não me neguei nada que os meus olhos desejaram; não me recusei a dar prazer algum ao meu coração" (Ec 2:10).

Salomão chegou à seguinte conclusão: "Contudo, quando avaliei tudo o que as minhas mãos haviam feito e o trabalho que eu tanto me esforçara para realizar, percebi que tudo foi inútil, foi correr atrás do vento; não há nenhum proveito no que se faz debaixo do sol" (Ec 2:11).

Por que continuamos a nos enganar? Porque nossos corações anseiam por riquezas aqui e agora. Temos a tendência de acreditar que as riquezas deste mundo são as verdadeiras riquezas, quando na verdade elas não passam de pálidas sombras das verdadeiras riquezas.

Contudo, os bens materiais podem se transformar em tesouros celestiais. Veja o que A. W. Tozer nos diz: "Como algo freqüentemente necessário, o dinheiro também pode ser transformado em tesouros eternos. Posso, por exemplo, transformar o dinheiro em alimento para os que têm fome ou em roupas para os pobres, posso usá-lo para garantir o sustento de missionários que levam o Evangelho para aqueles que não conhecem a Jesus, e assim transformá-lo em tesouros celestiais. Qualquer bem temporal pode ser transformado em um tesouro eterno. Tudo o que oferecemos a Cristo é imediatamente revestido de imortalidade".

Mas como podemos nos curar da ganância? Existe algum antídoto contra o materialismo? O apóstolo Paulo nos oferece uma resposta:
"Ordene aos que são ricos no presente mundo que não sejam arrogantes, nem ponham a sua esperança na incerteza da riqueza, mas em Deus, que de tudo nos provê ricamente, para a nossa satisfação. Ordene-lhes que pratiquem o bem, sejam ricos em boas obras, generosos e prontos a repartir. Dessa forma, eles acumularão um tesouro para si mesmos, um firme fundamento para a era que há de vir, e assim alcançarão a verdadeira vida" (1 Tm 6:17-19).
Ofertar é o único antídoto contra o materialismo.

Extraído de A Chave do Tesouro, de Randy Alcorn

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