quarta-feira, 7 de maio de 2008

Três parábolas para a mente pós-moderna

PluralismoPluralismo é a idéia de que existem diversas perspectivas sobre Deus e a realidade, sendo que cada uma delas é verdadeira para a pessoa que crê, e ninguém deve contrariá-la. As três ilustrações que seguem são de grande ajuda para quem está testemunhando de Cristo, pois ajuda a termos sempre em mente que o que realmente interessa é a verdade.

A Ilustração de Robertolo é boa para aqueles que não ligam para a verdade e se importam apenas em saber se tal religião vai ajudá-lo a ser feliz. Todos sabemos o que é placebo, em medicina. É uma substância inofensiva que de fato não ajuda em nada na real cura da doença. Mas a crença do paciente de que aquilo realmente funciona traz um certo alívio mental. Infelizmente, o placebo funciona apenas para o ingênuo e desinformado. O triste é saber que o efeito placebo não se limita à medicina. Muitas pessoas têm uma espécie de placebo em relação as suas visões de mundo – crenças falsas, ingênuas e vazias que ajudam apenas porque a pessoa está vivendo em um mundo de fantasias criado pela sua própria imaginação e não porque a crença é realmente verdadeira. Para vermos como isso é triste, leiamos a pequena história de Robertolo.

Robertolo era um aluno quieto e sem esperança que estudava física em uma reconhecida universidade. Ele foi muito mal no primeiro semestre de aulas. Seu conhecimento de matemática estava no nível de um aluno de quinta série e ele não tinha a mínima condição de estar estudando física. Certo dia todos os alunos e professores decidiram pregar uma peça em Robertolo, fazendo-o pensar que ele era o melhor estudante de física daquela universidade. Quando ele fazia uma pergunta na classe, mesmo que fosse uma pergunta tola, os professores e alunos tratavam-na com fascínio, como se fosse uma questão profundamente importante. Os professores deram a ele ótimas notas em todas as matérias, quando na verdade ele merecia tirar dois ou três.

Robertolo se formou e começou a fazer pós-graduação na mesma universidade. Os professores desta instituição enviaram uma carta a todos os físicos do mundo, informando sobre a brincadeira. Robertolo recebeu seu diploma, conseguiu uma cadeira como docente, viajava regularmente para a Europa para participar de conferências e freqüentemente aparecia em revistas como a Super-Interessante e a Veja. A vida de Robertolo estava carregada de sentimentos de felicidade, respeito e orgulho. Infelizmente, ele ainda não sabia nada de física. As pessoas odiavam Robertolo e o ridicularizavam pelas costas, mas Robertolo, sem saber da verdade, estava tão feliz quanto poderia estar.

Você tem inveja de Robertolo? Você deseja essa vida para os seus filhos? É claro que não. Por quê? Por que a sua sensação de bem-estar foi construída sobre uma visão de mundo placebo, falsa e vazia. Aqueles que não se importam com o que é verdade e apenas querem saber se uma idéia religiosa funciona para eles, são iguais a Robertolo. Se eles desejam ser como Robertolo, deveríamos ter pena deles, pois não levam sua vida de forma séria.

Se a verdade realmente importa, então a Ilustração da Mãe nos ajudará a mostrar que as religiões não podem ser todas verdadeiras. Por exemplo, suponhamos que eu esteja com um pessoal e que peço a umas 3 pessoas que descrevam as características de minha mãe. Sendo que ninguém a conhece, obtenho três diferentes respostas: ela mede 1.70, 1.58 e 1.80 metros; tem cabelos loiros, ruivos e pretos; e pesa 60, 55 e 70 quilos. Então eu os advirto dizendo que, sendo que as três respostas eram opostas umas as outras, elas não poderiam ser todas verdadeiras. Por exemplo: minha mãe não pode pesar 60, 55 e 70 quilos ao mesmo tempo. Não importa o número de pessoas que acreditam que minha mãe tem cabelos loiros. A verdadeira cor dos cabelos da minha mãe independente do que os outros pensam ou dizem. Nesse sentido, a realidade é totalmente indiferente ao que acreditamos! Concluo ressaltando que as afirmações sobre Deus não podem ser todas verdadeiras. Os budistas negam que Deus exista, os hindus dizem que existem milhões de deuses, o judaísmo e o islamismo ensinam que há apenas um Deus, mas que é um grande pecado dizer que Ele é uma Trindade. O Cristianismo assevera que existe um Deus que é três pessoas. Assim como as afirmações sobre a aparência de minha mãe, as afirmações sobre Deus não podem estar todas corretas.

Se a pessoa crê que a verdade é importante (a Ilustração de Robertolo) e que o simples fato de acreditar em algo não faz com que isso seja verdadeiro (a Ilustração da Mãe), então precisamos buscar não o que queremos que seja verdade, mas o que as evidências apontam. Para esse fim, uso a Ilustração do Buffet Livre. Quando as crianças vão em um buffet elas escolhem as comidas de acordo com seus gostos (a não ser que sua mãe esteja lá). Da mesma forma, quando as pessoas criam uma idéia de Deus escolhendo aspectos das várias religiões de acordo com o que elas gostam ou não gostam, elas sempre terminam por formar uma idéia de Deus que parece exatamente com a pessoa que o estava procurando. Se a pessoa é esquerdista, Deus torna-se uma tolerante Marta Suplicy no céu. Se é conservadora, Ele parecerá um grande sargentão.

Escolher uma versão de Deus de acordo com nosso gosto é garantia de que criaremos uma falsa idéia de Deus, que simplesmente expressa nossas próprias preferências. Esse não é o caminho certo. É nesse ponto que devemos utilizar os argumentos apologéticos, baseados na evidência de um Deus pessoal que criou todas as coisas; argumentos baseados na história e nas profecias cumpridas, que atestam a veracidade histórica do Novo Testamento e que, de fato, Jesus ressuscitou. Dessa forma, as evidências para o Cristianismo não cairão em ouvidos desinteressados e, talvez, ganharão um bom ouvinte.

Obs
: Certifique-se em dizer em algum momento que o Cristianismo é realmente verdadeiro. Afirmar isso é muito importante em uma cultura pluralista.

Baseado no texto Persuasive evangelism in a pluralistic culture de J.P. Moreland.

Traduzido por Saulo Rodrigo do Amaral

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