sábado, junho 10, 2017

Sede perfeitos

Se precisamos falar, pelo menos livremos-nos da difamação, evitando que nossas línguas fiquem feridas com a calúnia. A maledicência pode ser um esporte para os mexeriqueiros, mas é a morte para suas vítimas. Podemos cometer homicídio tanto com a língua como com a mão. O pior mal que você pode causar a um ser humano é injuriar seu caráter, conforme o quaker disse ao seu cão: "Eu não baterei em você, não abusarei de você, mas darei a você um mau nome". Nem todos para quem os cães ladram são ladrões, mas geralmente são tratados como se fossem. A maior parte das pessoas acredita que "onde há fumaça, há fogo" e que o que  todo mundo diz deve ser verdade. Assim, sejamos cuidadosos para não magoar nosso próximo em um ponto tão delicado como seu caráter, porque é muito difícil desfazer o mal depois de feito; e quando um homem está na lista negra do povo dificilmente consegue sair dela. Seria melhor falar o menos possível para ter certeza de que estamos certos e para não falar de forma imprópria, porque se dividirmos os pecados humanos em dois grupos, a metade deles é pecado da língua. Se o homem não ofende com palavras, ele é perfeito e capaz de frear também todo o resto do corpo.

As bisbilhotices de homens e mulheres deixam a marca vergonhosa de mexeriquice; não sejam mais os foles do demônio soprando o fogo da discussão. Deixem de pegar as pessoas pela orelha. Se vocês não cortarem um pedaço da língua, pelo menos tempere-as com o sal da graça ao falar. Louvem mais a Deus e culpem menos os vizinhos. Qualquer ganso pode grasnar; qualquer mosca pode encontrar um lugar ferido; qualquer barril vazio pode ressoar; e qualquer arbusto espinhoso pode rasgar a carne humana. As moscas não entram pela sua garganta se você ficar com a boca fechada, da mesma forma, nenhuma palavra má sai. Pense muito, mas fale pouco; seja rápido para trabalhar e calmo para falar e, acima de tudo, peça ao Senhor para vigiar seus lábios. (Sabedoria Bíblica: Conselhos Simples Para Pessoas Simples, pág. 43).
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Logo, não publiquem as ofensas. Foi dito algo muito ofensivo. O que então? Não a repitam. Não vão primeiro a um, e logo a outro dizendo: "Isto é muito confidencial e você tem que guardá-lo como um segredo: Fulano de Tal falou vergonhosamente". É melhor permitir que seu coração se quebrante que ir de cima a baixo com um tição aceso desta maneira. Se um irmão agiu mal, por que haveria você de atuar mal? Estaria fazendo mal se publica sua falha. Lembre como veio a maldição sobre o filho de Noé por descobrir a nudez de seu pai; e quão melhor é que, quando haja algo mal, todos nós andemos para trás e o cubramos sem sequer olhar, se pudermos evitá-lo. Cubram-no; cubram-no. O amor cobre uma multidão de pecados. O amor não somente cobre um, dois ou três pecados, mas leva consigo um manto que cobre um exército inteiro de falhas. (Trecho do sermão O Perdão Facilitado, visto em Projeto Castelo Forte).

Charles Haddon Spurgeon

terça-feira, maio 30, 2017

Inquestionavelmente

"Como uma criança eu recebi instrução tanto na Bíblia como no Talmud. Eu sou um judeu, mas eu estou fascinado pela luminosa figura do Nazareno. Ninguém pode ler os Evangelhos sem sentir a real presença de Jesus. Sua personalidade pulsa em cada palavra. ... Nenhum homem pode negar o fato de que Jesus existiu, nem que seus ditos são belos. Ainda que alguns deles tenham sido mencionados antes, ninguém os expressou tão divinamente como ele."

Albert Einstein
The Saturday Evening Post, 26 de Outubro de 1929, pág. 117.

domingo, maio 14, 2017

A Fim De Perseverar, Consinta Em Ser Impopular

Se você não esta disposto a ser mal compreendido e vilipendiado, não perseverará em qualquer causa digna. Em 1990, estava falando a um grupo de pastores, quando um deles levantou a mão e perguntou: "Por que você vai às clínicas de aborto, grita às mulheres, cospe nelas e lhes puxa os cabelos?" Quando lhe disse que nunca fizera isso e nunca o faria, perguntei-lhe: "Por que você acredita nos jornais, em vez de procurar-me como seu irmão em Cristo e perguntar-me se isso é verdade?"

Se você insiste em ser respeitado e elogiado, na sociedade e na igreja, você se afastará não somente da causa, mas também de seu Senhor. Jesus disse: "Não é o servo maior do que o seu senhor. Se a mim me perseguiram, também vos perseguirão a vós" (João 15:20). Quem somos nós para esperarmos que o mundo nos trate melhor do que tratou a Jesus? Os seguidores de Jesus devem esperar injustiça e distorções da verdade, e ousamos não nos preocupar com nossos direitos e reputação.

Quando os falsos testemunhos foram apresentados no tribunal contra nós, um versículo-chave para mim foi 1 Pedro 2:23, que diz sobre Jesus: "O qual, quando o injuriavam, não injuriava e, quando padecia, não ameaçava, mas entregava-se àquele que julga justamente". Quando percebi que era julgado erroneamente tanto pelos incrédulos como pelos crentes, obtive paz em saber que Deus é meu juiz. Devido às minhas falhas, esta verdade não me encorajou antes, mas repentinamente o fez!

Nanci e eu aprendemos a ter paciência quanto à desaprovação das pessoas. Um dos grandes inimigos de uma longa obediência perseverante é o desejo de ser popular ou em relação ao mundo, ou em relação à igreja. Se os seus olhos estão fixos em qualquer outra pessoa, exceto Jesus, você não terá capacidade de suportar o criticismo. Jesus disse: "Se o mundo vos aborrece, sabei que primeiro do que a vós, me aborreceu a mim" (João 15:18). Há grande liberdade em ser capaz de aceitar o fato de que algumas pessoas nunca gostarão de você, porque as suas crenças ofendem-nas. Você pode conversar com elas e orar por elas, sem anelar sua aprovação ou necessitar dela.

Paulo Disse: "Se estivesse ainda agradando aos homens, não seria servo de Cristo" (Gálatas 1:10). Se você viver para a aprovação dos outros, não viverá para a aprovação de Jesus e, portanto, não perseverará. Jesus é a nossa única audiência. O seu tribunal de juizo é o único perante o qual nos importa comparecer. Devemos anelar ouví-lo dizer: "Muito bem, servo bom e fiel".

Randy Alcorn
Firmes: Um Chamado À Perseverança dos Santos, págs. 95 e 96.

*O último parágrafo foi reordenado para ênfase na conclusão.

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