sábado, abril 29, 2017

Sejamos misericordiosos

"Não julguem para que vocês não sejam julgados. Pois da mesma forma que julgarem, vocês serão julgados; e a medida que usarem, também será usada para medir vocês.

Por que você repara no cisco que está no olho do seu irmão, e não se dá conta da viga que está em seu próprio olho? Como você pode dizer ao seu irmão: 'Deixe-me tirar o cisco do seu olho', quando há uma viga no seu? Hipócrita, tire primeiro a viga do seu olho, e então você verá claramente para tirar o cisco do olho do seu irmão.

Não dêem o que é sagrado aos cães, nem atirem suas pérolas aos porcos; caso contrário, estes as pisarão e, aqueles, voltando-se contra vocês, os despedaçarão."

Não nutram uma predisposição de olhar desfavoravelmente para o caráter e as ações dos outros, algo que invariavelmente nos leva ao pronunciamento de juízos severos, injustos e sem amor sobre eles. Que não venhamos a ter nosso próprio caráter e ações pronunciados sob a mesma severidade. Precisamos nos desvencilhar desse espírito de desamor, que é uma violação direta da lei do amor manifesta na graça de Cristo.

Por que reparar numa pequena falta de nosso irmão, quando uma falta muito maior é encontrada em nós mesmos? Tentar corrigí-lo nessa situação só expressa a monstruosa inconsistência dessa conduta. Apenas estará apto a auxiliar seu irmão aquele que zelosamente examina e corrige a si mesmo.

Somente firmemente alicerçados nas verdades encontradas nas passagens acima é que estaremos preparados para compreender o que é dito a seguir:

Não compartilhem das coisas santas com aqueles que odeiam a verdade e a retidão, nem gaste suas pérolas com aqueles que são incapazes de valorizar as preciosas jóias do Evangelho; do contrário eles as pisarão, como os porcos fazem, e voltando-se contra vocês os retalharão, como os cães fazem.

Devemos ainda, com base em tudo o que foi visto, ter o devido cuidado para que nosso zelo não nos faça apressadamente vir a tachar nossos próximos como cães e porcos, criando desculpas e levantando barreiras para nós mesmos de modo que venhamos a nos evadir de lhes fazer o bem.

Mateus 7:1-6 sob a perspectiva dos comentários de Jamieson, Fausset & Brown.

Seja o primeiro a comentar

Postar um comentário

  ©Orthodoxia 2006-2017

TOPO