quarta-feira, junho 30, 2010

As doutrinas da graça mostram um Deus misericordioso

De fato, as doutrinas da predestinação e da eleição incondicional representam Deus como sendo mais, e não menos, misericordioso do que as doutrinas da eleição condicional e do livre-arbítrio. O Calvinismo sustenta que a salvação de alguns é certa, garantida e segura. A salvação como os Arminianos descrevem é incerta, precária e duvidosa. Na visão deles, a salvação depende da vontade mutável e independente do homem. Eles até sustentam que um homem que foi salvo pode se perder, ser salvo de novo, e finalmente se perder. Os Calvinistas sustentam que a misericórdia de Deus é tal que ele segura os Seus em Suas mãos e que ninguém, nem mesmo o próprio homem, os pode arrebatar da mão do Pai.

Gordon Clark, em seu livro Predestination, p. 94

Traduzido por Saulo R. do Amaral

sexta-feira, junho 25, 2010

A santificação é sinergística?

Estava lendo uma Teologia Sistemática e, em determinado momento, o autor diz que Deus e o homem cooperam na santificação. Isso está certo?

De certa forma, ele está certo. Tanto na regeneração como na justificação, nós somos totalmente passivos (as duas são uma obra monergística de Deus). Não fazemos exatamente nada. No entanto, na santificação nós não somos passivos, pois cooperamos (é uma obra sinergística).

Também sabemos que a santificação é progressiva (é a vida cristã em si), ao contrário da justificação e da regeneração, que são instantâneas.

Entretanto, apesar de nós cooperarmos com Deus, em um certo sentido, vemos que mesmo nosso querer e o efetuar são controlados por Ele.

A Bíblia manda que eu desenvolva a minha salvação pelo fato de Deus gerar em mim o querer e o efetuar. Ele causa em mim desejos e me faz efetuar algo santo, mas mesmo assim eu não me sinto como uma marionete: eu tomo decisões e me esforço. 'Ainda que a santificação seja em si mesma soberanamente controlada por Deus (Fp. 1:6; 2:13), Ele nos faz 'desenvolver a nossa salvação' (2:12) por meio de uma luta para a qual estamos atentos e um processo do qual estamos conscientes” (Cheung).

A glória na nossa santificação é toda dEle.

Veja o excelente texto A gloriosa obra da santificação

Saulo R. do Amaral

segunda-feira, junho 14, 2010

2 anos do blog Voltemos ao Evangelho


O Voltemos ao Evangelho está completando 2 anos de existência.
E para comemorar eles estão postando especiais com
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sexta-feira, junho 11, 2010

A maior tentação para aqueles que são zelosos em avançar o Cristianismo

Orgulho espiritual é a principal porta pela qual o diabo entra nos corações daqueles que são zelosos em avançar o cristianismo.

É a mais importante enseada de fumaça da cova sem fundo, a escurecer a mente e iludir o discernimento.

É a fonte principal de todo o dano que o diabo introduz, obstruindo e impedindo a obra de Deus.

O orgulho espiritual tende a falar dos pecados de outras pessoas com amargura ou com riso e leviandade e certo ar de desprezo. Mas a pura humildade cristã tende a estar calada sobre estes problemas ou falar deles com aflição e compaixão.

O orgulho espiritual é muito hábil em suspeitar dos outros, mas um cristão humilde é muito mais cauteloso quanto a si mesmo.

Ele não desconfia de nada mais no mundo do que do seu próprio coração.

A pessoa orgulhosa tende a achar falta em outros crentes, a ver que eles estão fracos na graça, e a gastar tempo observando quão frios e mortos eles estão. São rápidos em notar as deficiências deles.

Mas o cristão humilde tem tanto a fazer em sua própria casa, vê tanto mal no seu próprio coração e está tão preocupado com isso que ele não tem tempo para estar muito ocupado com outros corações.

Ele tende a considerar os outros melhores do que ele mesmo.

Jonathan Edwards

Extraído do site Bom Caminho

quinta-feira, junho 10, 2010

Aparentar idolatria é idolatrar

Eu não oferecerei as suas libações de sangue, nem tomarei os seus nomes nos meus lábios (Sl. XVI, 4).

[...] E Davi expressamente enfatiza isto: ele não será coparticipante das oferendas [aos ídolos], e que seus nomes não lhe passarão pela boca. Ele poderia ter dito: “não vou me prejudicar com as devoções tolas dos descrentes, não vou confiar em tais abusos, não deixarei a verdade de Deus em troca de tais mentiras”, mas ele não fala assim. Em vez disso, ele diz que terá absolutamente nada a ver com tais cerimônias. Ele protesta, então, que permanecerá continuamente na pureza do corpo e da alma, no que tange ao culto a Deus. Em primeiro lugar, então, temos que ver se não é idolatria mostrar externamente alguma concordância com superstições, com as quais o culto a Deus é corrompido e pervertido. Aqueles que nadam (como se diz) entre duas correntes alegam que, visto que Deus é adorado em espírito, então não se pode adorar aos ídolos se não houver confiança neles. Mas a resposta é esta: que Deus não será adorado em espírito dessa maneira se a questão do corpo for negligenciada como se não lhe dissesse respeito. Pois, alhures, [Deus] já falou o bastante a esse respeito, do dobrar os joelhos diante dele, e do levantar das mãos aos céus. E daí, então? Ora, é verdade que o principal culto que ele demanda é espiritual. Mas a declaração aberta [N.T.: externa] que os fieis fazem, a saber, de que é ele, e somente ele, que eles servem e honram, é imediatamente derivada, e deve ser de vez acrescentada a isso. Mas [quanto à] objeção que eles [i.e., os que dizem internamente não idolatrar, embora externamente deem sinais contrários] fazem, aproveitando-se de uma palavra [N.T.: passagem da Escritura], basta uma [outra] passagem para os reprovar. Está escrito no segundo capítulo do profeta Daniel que Sidrach [Sadraque], Misach [Mesaque] e Abednego [Abede-nego], recusando a Nabucodonosor a [própria] aparência (mesmo que uma só vez) de consentimento na superstição que ele havia erigido, declaram inequivocadamente que não adorariam seus deuses.

Se esses sutis sofistas estivessem lá, eles teriam rido de escárnio da simplicidade daqueles três servos de DEUS. Pois eles teriam dito: “Pobres tolos, isso não é para adorar [os ídolos], pois vocês não fizeram qualquer aliança com eles, e não há idolatria a não ser quando há devoção”. Mas esses santos personagens seguiram um conselho melhor. E, de fato, esta resposta procedeu não de seu próprio cérebro, mas foi o Santo Espírito que dirigiu suas línguas. Se não quisermos resistir contra [o Espírito Santo], cabe a nós extrair desta passagem uma vera regra e definição: a saber, que acontece verdadeiramente um tipo de idolatria quando qualquer ato externo é feito que seja contrário ao verdadeiro culto a Deus, ainda que isso seja feito de apenas de aparência e com hipocrisia. Esses hipócritas cavilam alegremente: “não é idolatria, pois não cremos de fato [nos ídolos]”. Contudo, tais pessoas permanecerão continuamente condenados por esta sentença, que foi pronunciada pelo grande Juiz. E ainda tal tipo de gente resiste a uma palavrinha, querendo que apenas em parte isso diminua a sua falta, para a qual não podem inventar desculpa mesmo. Mui facilmente, elas admitirão que tudo isso é praticado, mas não gostariam que os outros vissem tal pecado como se fosse venial.

[...]

João Calvino

Extraído do site Neocalvinismo

domingo, junho 06, 2010

Postagens

O blog anda meio para por um bom motivo: minha filha nasceu! Desde o dia 10 de maio tenho curtido essa princesinha linda que Deus nos deu. A partir da semana que vem os posts voltam ao normal, com novas traduções e tudo o mais.

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