quarta-feira, março 31, 2010

Controvérsia

Os homens afirmam que, em lugar de entrarmos em controvérsia na igreja, devemos orar a Deus suplicando um avivamento. Em vez de criar polêmicas, precisamos evangelizar. Bem, que tipo de avivamento você acha que teremos? Como podemos qualificar o evangelismo que se mostra indiferente a respeito do tipo de evangelho que está sendo pregado? Com certeza, isso não corresponde ao avivamento no sentido neotestamentário e ao evangelho que Paulo desejava proclamar, quando afirmou: "Ai de mim se não pregar o evangelho". Não, meus amigos, não pode haver verdadeiro evangelismo, quando tornamos a nossa causa comum à dos inimigos da cruz de Cristo. Almas dificilmente serão salvas, se os evangelistas não disserem, juntamente com Paulo: "Ainda que nós ou mesmo um anjo vindo do céu vos pregue evangelho que vá além do que vos temos pregado, seja anátema". (Gl 1.8). Todo verdadeiro avivamento nasce da controvérsia e conduz a mais controvérsia ainda. Isso tem sido verdadeiro desde que o Senhor Jesus declarou que não viera trazer paz sobre a terra e sim espada. Sabe o que acontecerá quando Deus enviar uma nova reforma à igreja? Não podemos dizer quando esse dia abençoado virá. Mas, quando esse dia abençoado chegar, creio que podemos mostrar pelo menos um resultado que ele trará. Naquele dia, não ouviremos coisa alguma acerca dos males da controvérsia na igreja. Isto desaparecerá como que através de um poderoso dilúvio. O homem que "arde" com a mensagem jamais fala de maneira deprimente e fraca; ele proclama a verdade com alegria e sem temor, na presença de todas as falsidades que se levantam contra o evangelho de Cristo.

J. Gresham Machen

Extraído do site da Editora Fiel

terça-feira, março 30, 2010

Por que não comemoramos a Páscoa?

A páscoa não é um evento bíblico? Não foi ordenado que o povo na Antiga Aliança a comemorasse anualmente? Não coincide com a morte e ressurreição de Jesus? Não seria uma boa oportunidade para evangelizar? Que mal há em se fazer cantatas e representações da paixão de Cristo? É nestas oportunidades que a igreja enche e muita gente pode ser salva!

Todos esses são argumentos pragmáticos e humanos. Nós não somos mais inteligentes que Deus, por que Ele não pensou nisso? Por que não está ordenado no Novo Testamento que comemoremos a Páscoa? Por que os apóstolos nunca fizeram?

Na verdade, a Páscoa quanto festa veterotestamentária, teve seu cumprimento no advento de Cristo. O cordeiro pascal era tipificado na celebração ordenada por Moisés desde a saída do Egito e seu cumprimento foi confirmado pelo apóstolo Paulo em ICor 5:6, quando diz que “Cristo é a nossa páscoa que foi sacrificado…” e quando diz para “celebrarmos a festa” (vs7), Ele quer dizer, participarmos da Santa Ceia, com “os asmos da sinceridade e da pureza”.

Os termos “Easter” (Ishtar) e “Ostern” ( Páscoa em inglês e alemão , respectivamente) parecem não ter qualquer relação etimológica como o Pesach (páscoa). A hipótese mais aceita relacionam os termos com Eostremonat, nome de um antigo mês germânico, ou de Eostre, uma deusa germânica relacionada com a primavera que era homenageada todos os anos, no mês de Eostremonat, de acordo com o historiador inglês do século VIII, Beda.

Alguns historiadores sugerem que muitos dos atuais símbolos ligados à Páscoa (especialmente os ovos coloridos e o coelhinho da Páscoa) são resquícios culturais da festividade de primavera em honra de Eostre que, depois, foram assimilados às celebrações cristãs do Pesach, depois da cristianização dos pagãos germânicos. Contudo, já os Persas, Romanos, Judeus e Armênios tinham o hábito de oferecer e receber ovos coloridos por esta época. Ishtar tinha alguns rituais de caráter sexual, uma vez que era a deusa da fertilidade, outros rituais tinham a ver com libações e outras ofertas corporais. Um ritual importante ocorria no equinócio da primavera, onde os participantes pintavam e decoravam ovos (símbolo da fertilidade) e os escondiam e enterravam em tocas nos campos. Este ritual foi adaptado pela Igreja Católica no principio do 1º milênio depois de cristo, fundindo-a com outra festa popular da altura chamada de Páscoa. Mesmo assim, o ritual da decoração dos ovos de páscoa mantém-se por todo o mundo, nesta festa, quando ocorre o equinócio da primavera. A data cristã foi fixada durante o Concílio de Nicea, em 325 d.C, como sendo “o primeiro domingo após a primeira Lua Cheia que ocorre após ou no equinócio da primavera boreal”.

Nós seguimos o princípio regulador do culto reformado esboçado pela nossa Confissão de Fé, que não admite, no culto, ou qualquer tipo de celebração que não tenha sido ordenado, expressa ou claramente inferido, das páginas das Escrituras. Por isso, não comemoramos a Páscoa como os homens a instituíram, não ousamos fazer o que Deus não ordenou, mesmo que seja com a melhor das intenções.

Josafá Vasconcelos

Extraído do site da Igreja Presbiteriana da Herança Reformada.

sexta-feira, março 26, 2010

Barrabás e eu

Com quem você se identifica na história da Paixão de Cristo?


Claro que, como bons Cristãos, nós dizemos que é com Jesus. Ele é o bom rapaz, nosso protagonista. Quando revivemos a história, nós torcemos por ele, e contra os seus inimigos. E é uma longa lista de inimigos: Judas, que o traiu; Pedro, que o negou; os principais sacerdotes, que o odiavam; Herodes, que escarneceu dele; a multidão, que gritava pela crucificação; Pilatos, que lavou suas mãos e o condenou; e Barrabás, que era culpado mas conseguiu ser liberto.

Espere um minuto.

Barrabás – o culpado que conseguiu ser liberto?

No 23º capítulo, Lucas leva-nos, pecadores, em sua cuidadosa narrativa, a identificarmo-nos, de uma maneira importante, com Barrabás. Assim como a condenação de Jesus conduz à libertação de uma multidão de prisioneiros espirituais de toda a tribo, língua, povo e nação, a sua sentença de morte conduz à liberdade física do prisioneiro Barrabás.

No versículo 15, Lucas cita Pilatos para demonstrar a evidente inocência de Jesus: “É, pois, claro que nada contra ele se verificou digno de morte.” Então ele confirma a culpa de Barrabás no versículo 19: “Barrabás estava no cárcere por causa de uma sedição na cidade e também por homicídio”.

No versículo 22, após a multidão ter pedido pela crucificação de Jesus pela terceira vez, Lucas novamente enfatiza a inocência de Jesus nas palavras de Pilatos: “Que mal fez este? De fato, nada achei contra ele para condená-lo à morte”. Mas, sem ser persuadida, a multidão continua a exigir a morte de Jesus e, espantosamente, a libertação do manifestamente culpado Barrabás em seu lugar.

Então Pilatos “soltou aquele que estava encarcerado por causa da sedição e do homicídio, a quem eles pediam; e, quanto a Jesus, entregou-o à vontade deles.” (versículo 25). Aqui está a primeira substituição operada pela cruz. O inocente Jesus é condenado como um criminoso, enquanto o criminoso Barrabás é libertado como se fosse inocente.

E ainda hoje, por causa da voluntária substituição do inocente Jesus, muitos Barrabás como nós são libertos.

David Mathis

Traduzido por Saulo Rodrigo do Amaral

Artigo original disponível no site Desiring God

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terça-feira, março 23, 2010

Se Deus é bom e poderoso, como coisas ruins acontecem? - Voddie Baucham


Visite o excelente blog Deus em debate

domingo, março 21, 2010

Provérbios, a preguiça e a diligência

Anda, preguiçoso, olha a formiga, observa o seu proceder, e torna-te sábio: sem ter chefe, nem guia, nem dirigente, no verão, acumula o grão e reúne provisões durante a colheita. Até quando dormirás, ó preguiçoso? Quando te levantarás do sono? Um pouco dormes, cochilas um pouco; um pouco esticas os braços cruzados e descansas; mas te sobrevem a pobreza do vagabundo e a indigência do ladrão! [Provérbios 6:6-11]

A mão preguiçosa empobrece, o braço diligente enriquece. Quem recolhe no outono é prudente, quem dorme na colheita é indigno. [Provérbios 10:4,5]

Vinagre nos dentes, fumaça nos olhos, tal é o preguiçoso para quem o envia. [Provérbios 10:26]

A mão dos diligentes dominará, e a mão preguiçosa será escrava. [Provérbios 12:24]

O indolente não assa a sua caça, mas a diligência é recurso precioso para o homem. [Provérbios 12:27]

O preguiçoso espera, e nada tem para a sua fome; a fome dos diligentes é saciada. [Provérbios 13:4]

O caminho do preguiçoso é como cerca de espinhos, a trilha dos homens retos é grande estrada. [Provérbios 15:19]

O homem preguiçoso no seu trabalho é irmão do destruidor. [Provérbios 18:9]

A preguiça faz cair no torpor; o ocioso passará fome. [Provérbios 19:15]

O preguiçoso põe a mão no prato, mas não consegue leva-la à boca. [Provérbios 19:24]

No outono o preguiçoso não trabalha, na colheita procura e nada encontra. [Provérbios 20:4]

Não ames o sono, porque ficarás pobre: fica de olhos abertos e te saciarás de pão. [Provérbios 20:13]

O desejo do preguiçoso causa sua morte, porque suas mãos recusam o trabalho. [Provérbios 21:25]

O preguiçoso diz: “Um leão está lá fora! Serei morto no meio da rua!” [Provérbios 22:13]

Passei junto ao campo do preguiçoso, pela vinha de um homem sem juizo: eis que tudo estava cheio de urtigas, sua superfície coberta de espinhos, e seu muro de pedras em ruínas. Ao ver isso comecei a refletir, vi e tirei uma lição: “Dormir um pouco, cochilar um pouco, um pouco cruzar os braços, espreguiçando-se, e tua indigência virá como um vadio, como um mendigo a tua necessidade.” [Provérbios 24:30-34]

O preguiçoso diz: “Há uma fera no caminho, um leão pelas ruas!” A porta Gira nos seus gonzos, e o preguiçoso no seu leito. O preguiçoso põe a mão no prato: leva-la à boca é muita fadiga! O preguiçoso é mais sábio aos seus olhos do que sete pessoas que respondem com tato. [Provérbios 26:13-16]

A tradução utilizada é a da Bíblia de Jerusalém.

sexta-feira, março 19, 2010

Provérbios: um mini-guia para a vida

Em meu tempo de leitura bíblica diária do ano passado, li todo o capítulo 3 de Provérbios, uma passagem que tenho estudado e sobre a qual tenho pregado durante muitos anos. Mas, durante essa leitura, percebi que do versículo 3 ao 12 nós temos todos os temas do restante do livro e, portanto, um mini-guia para uma vida fiel. Existem cinco coisas que compõem uma vida sábia e piedosa. Elas funcionam tanto como um meio para você se tornar sábio e piedoso, assim como também são sinais que indicam que você está crescendo nesse estilo de vida.

1. Coloque a sua mais profunda confiança em Deus e na Sua graça. Recorde-se todos os dias do Seu amor incondicional e pactual por você. Não coloque as suas esperanças, em vez disso, em ídolos ou em seu próprio desempenho.
Não te desamparem a benignidade e a fidelidade; ata-as ao teu pescoço; escreve-as na tábua do teu coração. E acharás graça e bom entendimento aos olhos de Deus e do homem. Confia no SENHOR de todo o teu coração (Prov 3:3-5a).
2. Sujeite toda a sua mente às Escrituras. Não pense que você sabe mais do que a Palavra de Deus. Aplique-a em todas as áreas da sua vida. Seja uma pessoa submissa a Deus.
Não te estribes no teu próprio entendimento. Reconhece-o em todos os teus caminhos, e ele endireitará as tuas veredas. (Prov 3:5b-6)
3. Seja humilde e ensinável pelos outros. Seja perdoador e compreensivo quando o que você quer é criticá-los; esteja pronto para aprender com os outros quando eles são críticos com você.
Não sejas sábio a teus próprios olhos; teme ao SENHOR e aparta-te do mal. Isto será saúde para o teu âmago, e medula para os teus ossos. (Prov 3:7-8)
4. Seja generoso com todos os seus pertences, e apaixonado pela justiça. Compartilhe o seu tempo, talento e riquezas com quem tem menos.
Honra ao SENHOR com os teus bens, e com a primeira parte de todos os teus ganhos; e se encherão os teus celeiros, e transbordarão de vinho os teus lagares. (Prov 3:9-10)
5. Aceite as dificuldades e o sofrimento e aprenda com eles. Através do evangelho, reconheça-os não como como castigo, mas como um meio para o seu aperfeiçoamento.
Filho meu, não rejeites a correção do SENHOR, nem te enojes da sua repreensão. Porque o SENHOR repreende aquele a quem ama, assim como o pai ao filho a quem quer bem. (Prov 3:11-12)
Ao meditar nesses cinco elementos – arraigar-se na Sua graça, obedecer e encontrar deleite em Sua Palavra, ser humilde perante outras pessoas, ser generoso sacrificalmente em favor do próximo, e firme em meio às provações – pensei em Jesus. O Novo Testamento nos diz que, de fato, a 'sabedoria divina' personificada do Antigo Testamento é verdadeiramente Jesus (Mateus 11:19). E percebi que a) Ele demonstrou a máxima confiança em Deus e foi fiel a Deus e a nós indo para a cruz, b) Ele era moldado e saturado pela Escritura, c) Ele era manso e humilde de coração (Mateus 11:28-30), d) Ele, sendo rico, se fez pobre por nós, e) Ele suportou o sofrimento por nós sem reclamar. Podemos crescer nesses cinco pontos apenas se sabemos que somos salvos por uma graça custosa. Isso mantém você afastado dos ídolos, da auto-suficiência e orgulho, de ser egoísta com as suas coisas, e de desmoronar ante as dificuldades. Jesus é a sabedoria personificada, e crer em Seu evangelho traz essas qualidades de caráter em sua vida.

Ao longo de várias semanas tenho passado meu tempo orando por essas cinco coisas para a minha família e para os líderes de minha igreja. Não há melhor maneira de infundir essas cinco grandes coisas em seu próprio coração do que orar intensamente para que elas aconteçam na vida daqueles que você ama.

Tim Keller

Traduzido por Saulo Rodrigo do Amaral

Extraído do site The Gospel Coalition

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quarta-feira, março 17, 2010

Cuidado com a Língua

Fiz uma edição de um pequeno artigo de um devocional diário que faz uma advertência ao uso da nossa língua. Como foi recebido pela internet, não sei qual é a fonte para dispor no blog. Mas vale pela riqueza do conteúdo.

Continuamos a refletir na lista daqueles que o escritor sagrado, no salmo 15, diz ser o "cidadão dos céus". Já vimos, nos artigos anteriores, três classes de pessoas que se enquadram neste tipo de cidadania; o que vive com integridade; aquele que pratica a justiça e aquele que, de coração, fala a verdade. Hoje, meditamos rapidamente em outra espécie de pessoa que faz parte dos cidadãos dos céus; o que não difama com sua língua. A rigor, a Palavra de Deus usa três expressões para dizer a mesma coisa. É o reforço da linguagem: o que não difama com sua língua, não faz mal ao próximo, nem lança injúria contra o seu vizinho (Salmo 15:4). Todavia, para efeito de estudo dividiremos em três tipos diferentes, pois existe um paralelismo, uma semelhança, mas não são iguais.

Difamar é jogar lama na boa fama de alguém. É fazer com que a pessoa de bem passe a ser desacreditada e injuriada diante da sociedade. E somente os maus é que desejam ver a derrota dos bons. Já nos ensinou o Senhor Jesus: O homem bom tira do tesouro bom cousas boas; mas o homem mau do mau tesouro tira cousas más (Mateus 12:35). Não foi difamado José do Egito? E o que dizer do próprio Cristo? Não vivemos nós em uma sociedade injusta, corrupta e pecaminosa em que os ímpios sempre prosperam (Salmo 73)? Não estamos nós diariamente expostos a maldade das pessoas? E não é verdade também que até em nosso meio têm aparecido alguns difamadores? Infelizmente isto é verdade. Aqui poderíamos dizer como o apóstolo Paulo: Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço (Romanos 7:19). Por causa disto e tantas outras razões é que exclama o apóstolo: Desventurado homem que sou! (Romanos 7:24).

Deixemos que a Palavra de Deus nos fale: A língua, porém, nenhum dos homens é capaz de domar; é mal incontido, carregado de veneno mortífero. Com ela, bendizemos ao Senhor e Pai; também, com ela, amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus (Tiago 3:8-9). É, pois, cidadão dos céus, aquele que usa a sua língua para falar coisas boas e não para difamar o próximo.

terça-feira, março 16, 2010

Como Cristo é Chamado

Deus o chama aqui de seu servo. Cristo era o servo de Deus no melhor serviço que já teve, um servo escolhido e seleto que fez e sofreu tudo por comissão do Pai. Nisso podemos ver o doce amor de Deus para conosco, em que ele reputa a obra de nossa salvação por Cristo seu maior serviço, e naquela, ele porá seu amado Filho único para tal serviço. Ele bem pode ser chamado de “Amado” para elevar nossos pensamentos ao mais alto grau de atenção e admiração.

Na hora da tentação, as consciências apreensivas olham tanto para o problema presente em que estão, que precisam ser incitadas para contemplar a ele, em quem podem encontrar repouso para suas almas aflitas. Nas tentações, é mais seguro olhar para coisa nenhuma, a não ser Cristo, a verdadeira serpente de bronze, o verdadeiro “Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (João 1.29). Esse objeto salvífico tem uma especial influência consoladora para a alma, especialmente se olharmos atentamente não apenas para Cristo, mas para a autoridade do Pai e seu amor nele. Pois em tudo que Cristo fez e sofreu como Mediador, devemos ver nele Deus reconciliando o mundo consigo (2 Co 5.19).

Que apoio esse para a nossa fé, que Deus Pai, a parte ofendida por nossos pecados, seja assim agradado com a obra de redenção! E que conforto esse, que, vendo o amor de Deus repousar sobre Cristo, que tanto se apraz nele, podemos inferir que ele também se agrada conosco, se estivermos em Cristo! Pois seu amor repousa num Cristo inteiro, no Cristo místico, tanto quanto no Cristo natural, porque ele o ama e a nós com um amor. Que abracemos, portanto, Cristo, e nele o amor divino, e edifiquemos nossa fé com segurança em um tal Salvador que foi provido com uma tão alta comissão.

Vejamos aqui, para nosso conforto, uma doce concordância de todas as três pessoas: o Pai dá uma comissão a Cristo; o Espírito o provê e o santifica para isso, e Cristo mesmo executa o ofício de Mediador. Nossa redenção está fundamentada sobre a concordância conjunta de todas as três pessoas da Trindade.

Richard Sibbes, O Caniço Ferido

sexta-feira, março 12, 2010

Justificação pela fé: fora de moda?

Às vezes nos é dito que a Justificação pela Fé está "fora de moda", obsoleta. Seria uma pena se fosse verdade. Isso significaria que o caminho da salvação estaria fechado e "nenhuma passagem" estaria "pregada sobre as barreiras". Não há nenhuma justificação para pecadores a não ser pela fé. As obras de um pecador serão sempre, é claro, tão pecaminosas quanto ele mesmo, e nada exceto a condenação pode ser construído sobre elas. Então onde poderia ele conseguir obras nas quais pudesse fundamentar a sua esperança de justificação, exceto em algum Outro? A sua esperança de Justificação, lembre-se, é de ser declarado íntegro diante de Deus. Será que Deus poderia declará-lo íntegro sem ser com base em obras que são, elas mesmas, íntegras? Onde um pecador poderá arrumar obras que são íntegras? Seguramente, não em si mesmo; afinal, não se trata ele de um pecador, e todas as suas obras tão pecaminosas quanto ele? Ele precisa, então, sair de si mesmo e encontrar obras que ele possa oferecer a Deus como justas. E onde ele poderá encontrar tais obras se não em Cristo? Ou como fará ele com que elas passem a ser suas a não ser pela fé em Cristo?

Justificação pela Fé, portanto, não é oposta à justificação através de obras. Só há contradição com a justificação por nossas Próprias obras. É uma justificação pelas obras de Cristo. A questão inteira, conseqüentemente, é se nós podemos esperar ser recebidos no favor de Deus com base no que nós fazemos, ou apenas com base no que Cristo fez por nós. Se nós esperamos ser recebidos com base no nós mesmos fazemos - isso é chamado Justificação por Obras. Se o nosso fundamento é o que Cristo fez por nós - isso é o que significa Justificação por Fé. Justificação por Fé significa, portanto, que nós olhamos para Cristo e para ele somente em busca de salvação, e vamos a Deus alegando que a morte e a retidão de Cristo são a base da nossa esperança de sermos recebidos no favor dEle. Se a Justificação por Fé tornou-se obsoleta, isso significa, então, que a salvação em Cristo está obsoleta. Não há nada a se fazer, se for assim, a não ser que cada homem faça o melhor que puder para se salvar.

Portanto, Justificação por Fé não significa "salvação por acreditar em certas coisas" em vez de "salvação por fazer o que é certo". Significa pleitear os méritos de Cristo perante o trono da graça em vez de nossos próprios méritos. Pode ser correto acreditar em certas coisas, e fazer coisas certas certamente é certo. A dificuldade em apresentar nossos próprios méritos diante de Deus não é que nossos méritos não seriam aceitáveis a Deus. A dificuldade é que nós não temos nenhum mérito nosso para lhe apresentar. Adão, antes da queda, tinha seus próprios méritos, e porque ele os tinha ele era, em si mesmo, aceitável a Deus. Ele não precisava de Outro para se interpor entre ele e Deus, cujos méritos ele pudesse pleitear. E, por isso, não havia nenhuma conversa sobre ele ser Justificado por Fé. Mas nós não somos como Adão antes da queda; nós somos pecadores e não temos nenhum mérito em nós mesmos. Se nós tivermos que ser justificados, terá que ser com base nos méritos de Outro, cujos méritos possam ser feitos nossos pela fé. E foi por isso que Deus enviou seu Único Filho para que todo que nele crê não pereça mas tenha a vida eterna. Se nós não crermos nele, obviamente teremos que perecer. Mas se nós acreditarmos nele, nós não morreremos, mas teremos a vida eterna. Isso é tão somente a Justificação pela Fé. Justificação pela Fé não é nada mais, nada menos, do que obter a vida eterna crendo em Cristo. Se a Justificação por Fé está obsoleta, então a salvação em Cristo está obsoleta. E como não há nenhum outro nome debaixo do céu, dado entre homens, pelo qual devamos ser salvos, se a salvação em Cristo está obsoleta então obsoleta está a própria salvação. Seguramente, em um mundo cheio de pecadores precisando de salvação, isso seria uma grande pena.

B.B. Warfield

Traduzido por Juliano Heyse, no site Bom Caminho

quarta-feira, março 10, 2010

Cristo: Nossa Segurança

“Deus não olha para mim e diz que, devido eu crer, ele considerará isso como justiça. Absolutamente, não! O que Ele diz é o seguinte; ‘Eu lhes darei a justiça de meu filho, que guardou a lei perfeitamente por vocês, e que morreu pelos pecados de vocês. Ele é absolutamente justo diante da lei, e Ele os tem representado diante da lei. Ele cumpriu todos os iotas dela, e portanto lhes conferirei Sua justiça’. Deus me convoca a crer nEle, e Ele me deu, pelo Dom da fé, o poder de crer. Portanto, olho para Cristo, não para mim mesmo, não para minha fé; minha justiça está inteiramente no Senhor Jesus Cristo. Deus O fez ‘sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção’ (1Co.1:30). Por conseguinte, não confio em nada que esteja em mim mesmo, nem mesmo na minha fé. Minha fé me leva a confiar inteiramente no Senhor Jesus Cristo. E, sabendo que Deus imputou a mim Sua justiça, sei que tudo está entre mim e Deus. Creio em Sua declaração. Minha fé a aceita. Ele lançou a meu crédito o perfeito, o imaculado, o inconsútil manto de justiça de seu amado Filho. Essa é a doutrina bíblica e a doutrina protestante da justificação somente pela fé.”

Martyn Lloyd Jones

segunda-feira, março 08, 2010

Se você fosse membro de uma igreja arminiana e o pastor pedisse a você que não falasse mais sobre as doutrinas da graça, o que você faria?


A pergunta que segue foi feita por mim, via Twitter, ao Pr. John Piper no Ask Pastor John Live (inclui vídeo e áudio em inglês).

_____


O que segue é uma tradução da transcrição editada do áudio
em inglês

Se você fosse membro de uma igreja arminiana e o pastor pedisse a você que não falasse mais sobre as doutrinas da graça, o que você faria?

Eu perguntaria a ele o que ele quer dizer: “Você quer dizer em casa com os meus filhos? Você quer dizer em uma conversa quando alguém me pergunta? Você quer dizer na escola dominical no estudo sobre a doutrina da salvação? O que você quer dizer?”

E se ele dissesse: “Todas elas”, eu sairia dessa igreja. Digo, não necessariamente faria isso de forma imediata. Eu diria: “Ei. Então você está me proibindo de fazer aquilo que a Bíblia requer que eu faça, isto é, pregar a verdade em amor? Visto que eu não posso seguir a Cristo aqui debaixo de sua liderança, você está me pedindo para sair”.

Mas eu diria: “Poderíamos estudar e orar a respeito disso?” E se ele estiver disposto a se comprometer em algum tipo de processo, não quero encorajar as pessoas a deixarem suas congregações. Quero que elas trabalhem lá, sirvam, sejam atenciosas e unidas tanto quanto possível.

Mas se tudo isso for inútil, acho que algo como “Você não tem permissão para falar a respeito das coisas que são tão queridas, preciosas e centrais para o seu entendimento do evangelho” provavelmente significaria que você deve procurar outra igreja.

John Piper

Tradução: Saulo Rodrigo do Amaral

domingo, março 07, 2010

Sugestões para prosperar

Trabalhar duro é o grande segredo do sucesso. Nada além de trapos e pobreza pode vir da preguiça. Trabalhar em excesso é a única forma de se conseguir dinheiro. Sem suor nada é fácil. Quem quiser ovos de corvo tem de subir na árvore. Atualmente, todo mundo tem de construir a própria fortuna. As camisas com mangas enroladas são feitas do melhor tecido; e quem não tem vergonha do avental, logo estará apto a trabalhar sem ele. Conforme diz o pobre Ricardo: "A diligência é a mãe da sorte", e João Lavrador completa: "A preguiça é o amortecedor do diabo". Acredite em dar um passo de cada vez, não espere ficar rico de um salto.

Fazer a colheita com muita ganância Não ajuda o dinheiro a aumentar.

É melhor ir devagar com segurança que rápido e sem garantia. A perseverança, com seus ganhos diários, enriquece um homem muito mais que os trancos e barrancos da especulação auspiciosa. Peixes pequenos são saborosos. Como disse a porca enquanto batia no mosquito, todo pequeno ajuda. Dia a dia, o fio faz uma meada em um ano. As casas são construídas tijolo por tijolo. Nós engatinhamos antes de andar, andamos antes de correr e corremos antes de cavalgar. Para ficar rico, a pressa é o pior passo. A pressa passa rasteira em seu próprio calcanhar. Os escaladores ágeis sofrem quedas súbitas.

É péssimo iniciar negócios sem capital. É difícil negociar com os bolsos vazios. Nós queremos um ovo do ninho, pois as galinhas botam onde já há ovos. É verdade que você deve cozinhar com a farinha que tem, mas se o saco estiver vazio não serve também para montar uma padaria. Fazer tijolos sem barro é muito fácil se comparado a fazer dinheiro quando não se tem nada para começar. Você, jovem rapaz, continue como artífice mais um pouco até ter economizado algum dinheiro. Voe quando suas asas tiverem penas; mas se tentar muito cedo, acontece-lhe o mesmo que à jovem gralha que quebrou o pescoço tentando voar antes de estar emplumada. Todo peixe pequeno aspira ser um tubarão, mas é prudente ser um peixe pequeno enquanto há pouca água, quando seu tanque se transforma em um mar, aí então, você pode crescer o quanto quiser. Negociar sem capital é como construir uma casa sem tijolos, fazer um fogo sem gravetos, queimar vela sem pavio; leva os homens ao engano e os faz acabar em dificuldade.

Não desista de um negócio pequeno até sentir que o maior pagará melhor. Até mesmo as migalhas são pão.

É melhor para um pobre cavalo ficar em um estábulo vazio;
Enfim é melhor metade de um pão do que nada.

É melhor ter pouca mobília que uma casa vazia. Nesses tempos difíceis, o melhor para quem pode se sentar em uma pedra e se alimentar é não se mexer. De mal a pior não é um bom prognóstico. É difícil comer uma casca de pão, mas não ter nem isso para comer é mais difícil ainda. Não adianta pular fora da frigideira e cair dentro do fogo. Lembre-se, muitos homens se deram bem com lojas pequenas. Uma pequeno negócio com lucro é melhor que uma grande preocupação com prejuízo; o fogo baixo aquece você melhor que o fogaréu, que pode até virar incêndio. Pode-se obter uma grande quantidade de água de um cano fino, se o balde estiver sempre lá para captá-la. Lebres grandes podem ser capturadas em bosques pequenos. Uma ovelha pode ficar gorda em uma campina pequena e morrer de fome em um grande deserto. Quem empreende demais tem pouco sucesso. Duas lojas são como dois tocos, o homem vai para o chão entre eles, você pode arrebentar a bolsa ao tentar enchê-la demais, e se destruir pelo excesso de avidez.

Em um grande rio encontramos bons peixes, mas tome muito cuidado para não se afogar.

Faça o menos possível de mudanças; com freqüência, as árvores transplantadas produzem poucos frutos. Se você tem dificuldades em um lugar, terá em outro; se você se mudar por que é úmido no vale, pode achar que é frio na montanha. Aonde o asno pode ir sem ter de trabalhar? Onde uma vaca pode morar sem ser ordenhada? Onde você encontra terra sem pedras ou carne sem osso? Em todo lugar da terra, o homem deve comer pão conseguido com o suor do rosto. O homem tem de ter asas de águia para fugir da dificuldade. Mudança nem sempre significa benefício, como disse a pomba quando saiu da rede e se viu na torta. Há um tempo certo para mudar, portanto é bom você se apressar, pois uma galinha sentada não consegue milho. Mas não fique para sempre na mudança, pois a pedra que rola não cria musgo. Quem se fixa é o vencedor. Quem espera o tempo necessário vence. No fim, muita diversidade não leva a nada; mas o homem chega em casa no tempo devido montado em um cavalo. As sementes crescem no solo; os pássaros chocam seus ovos no ninho; o pão assa no forno; os peixes vivem no rio.

Não se ponha acima dos seus negócios Virar o nariz para o seu trabalho é o mesmo que discutir com seu pão e manteiga. Só um ferreiro ruim tem medo das faíscas que faz em seu trabalho; há sempre algum desconforto em todas as atividades, mesmo para limpar chaminés. A que situação chegaríamos se os marinheiros desistissem de ir para o mar por causa da umidade, se os padeiros deixassem de assar pão por causa do calor, se os lavradores não arassem por causa do frio ou os alfaiates não confeccionassem suas roupas por medo de espetar os dedos! Besteira, meu caro companheiro, não há vergonha nas ocupações honestas, não tenha medo de sujar as mãos, pois há muito sabão para limpá-las. Todos os negócios são bons para bons negociantes. Um homem esperto pode fazer dinheiro sem se sujar. Os jogos de Lúcifer pagam bem se você vender muitos deles.

Nunca se preocupe com o mau cheiro - As moedas têm cheiro agradável.

Você não pode conseguir dinheiro se ficar assustado com as abelhas nem semear milho se estiver com medo de sujar as botas de lama. Seria melhor se os cavalheiros afetados emigrassem para a Terra dos Tolos, em que os homens conseguem seu meio de vida usando botas brilhantes e luvas perfumadas de lavanda. Quando as barras de ferro se derreterem sob o vento sul, quando você conseguir cavar campos com palitos de dentes, movimentar navios com leques, adubar safras com água de lavanda e fazer crescer bolo de ameixa em potes de flores, então haverá um tempo bom para os janotas; mas até que o milênio chegue, temos muito para erigir e é melhor carregar nossas cargas presentes que correr com precipitação para onde encontraremos problemas bem piores.

A palavra de ordem é: labuta. Todo mundo precisa remar com os remos que tem; e como não pode escolher o vento precisa navegar do jeito que Deus manda. Com o tempo, a paciência e a atenção trazem progresso. Se a gata esperar o suficiente no buraco pega o rato. Por isso, sempre cresce repolho e alface de boa qualidade, enquanto em alguns lugares crescem cardos. Sei, como lavrador, que é preciso subir e descer o campo muitas vezes para arar um acre, não se vence o solo andando um quilômetro de cada vez. O que ara nas nuvens vê varas e varetas surgirem no gramado, enquanto a preguiça acena.

Tenha muito cuidado. A raposa leva as aves domésticas que dormem. Quem não fica de tocaia não caça. Os tolos perguntam o que há com o relógio, mas os sábios sabem seu tempo. Moa enquanto o vento sopra ou não acuse a providência. Deus envia a cada pássaro seu alimento, mas não o joga no ninho; ele nos dá o pão de cada dia, mas por intermédio do nosso trabalho. Agarre o tempo pelos cabelos. Acorde cedo e pegue a lagarta. A hora matinal vale ouro. Quem está no fim da fila leva toda a poeira nos olhos, levante-se cedo e inicie bem seu dia.

Nunca tente negócios sujos para conseguir dinheiro. Não vale a pena lamber mel de espinhos. Um homem honesto não se faz de cachorro só para conseguir um osso. É difícil andar no gelo da tentação; o passeio de patins atrai, mas termina com uma queda forte ou coisa pior. Quem come no mesmo prato que o diabo precisa ter uma colher longa. Nunca se arruíne em função de dinheiro; pois é o mesmo que se afogar em um poço para beber um gole de água. Não leve nada na mão de que possa se arrepender. É melhor caminhar descalço do que ir de carruagem para o inferno; é melhor que o pássaro morra de fome do que engorde com a saliva; é melhor para o rato conseguir pouco mordiscando o queijo do que ser pego na ratoeira. Dinheiro limpo ou nada – pois dinheiro ganho da forma errada é uma perda sem retorno.

Um bom artigo, com peso certo e um preço justo, traz compradores para a loja, mas as pessoas não recomendam a loja em que são enganadas. Os trapaceiros nunca prosperam ou se conseguem deve ser em Londres onde têm a oportunidade de conseguir compradores à custa de quem possam viver. Às vezes, o arqueiro acerta o alvo à distância, mas um lance certeiro é o melhor. A bolsa do enganador está cheia de buracos O que usa sapatos roubados fica com bolhas nos pés. Os que têm os dedos ardilosos encontram outras coisas pegajosas além da prata. Roube enguias, e elas se transformam em cobras. Quanto mais uma raposa roubar, mais cedo será caçada. Se um trapaceiro quisesse fazer um bom negócio, seria bom se tivesse um irmão gêmeo honesto. Se tudo que você almeja é lucro, ainda assim negocie honestamente, pois é a melhor forma de jogar.

Olhe mais para os seus gastos. Se sair mais do que entra, você será sempre pobre. A arte não reside em fazer dinheiro, mas em mantê-lo; as pequenas despesas são como ratos em um celeiro, causam muito prejuízo em grandes quantidades. A cabeça fica careca fio por fio; a cabana fica sem sapé palha a palha; e a chuva entra no quarto gota a gota. O barril esvazia logo, se a torneira vazar não mais que uma gota por minuto. Os frangos são depenados pena a pena, se a criada persistir na tarefa. Pequenos ácaros comem o queijo; pequenos pássaros destroem uma grande quantidade de trigo. Quando você quiser economizar comece pela boca; há muitos ladrões na alameda dos bares. A garrafa de cerveja faz você esbanjar muito. Em todas as coisas, mantenha-se dentro dos limites. Quanto às roupas, escolha as confortáveis e de tecido durável, não as enfeitadas e espalhafatosas. Estar aquecido é o mais importante; nunca se importe apenas com a aparência. Nunca estique suas pernas além do que seu coberto pode cobrir ou logo você se resfria. Qualquer tolo pode conseguir dinheiro, mas é preciso ser sábio para gastá-lo. Lembre-se que é mais fácil construir duas chaminés que manter uma funcionando. Se gastarmos tudo na sala e na mesa não sobra nada para a poupança. Se você se esforça e trabalha duro enquanto é jovem poderá repousar quando ficar velho.

Nunca seja indulgente com a extravagância a não ser que queira pegar um atalho para o asilo. O dinheiro tem asas próprias, e se encontrar outro par de asas não tente saber se voam rápido.

Quem tiver e não mantiver;
Quem quiser e não procurar;
Quem beber e não estiver com sede,
Vai querer dinheiro tanto quanto eu.

Se nosso povo apenas visse a quantia de dinheiro que joga fora em bebida ficaria de cabelo em pé com o susto. Por que ele engole rios de cerveja, mares de cerveja preta e lagos enormes de bebidas alcoólicas e outras aguardentes? Todos nos vestiríamos como cavalheiros e viveríamos como galos de briga se gastássemos em bebida alcoólica com sensatez. Precisaríamos nos levantar mais cedo para gastar todo nosso dinheiro, pois nos veríamos, de repente, quase como ricos apenas por estancar o gotejar da torneira. De qualquer forma, vocês jovens, que desejam subir no mundo, devem ganhar pontos derrubando metade de suas canecas e pondo na cabeça que as bebidas alcoólicas jamais podem tomar conta de vocês. Tenham seus luxos, se quiserem, depois que tiverem feito fortuna, mas apenas depois disso procurem seu pão e seu queijo. Espero que me perdoem por tecer esse longo fio, mas comecei a puxar, e ele veio. Minha conversa parece a corda do irlandês que o impedia de entrar no navio porque alguém tinha cortado a parte final. Apenas gostaria de dizer que não sejam gananciosos, pois a cobiça é sempre pobre; esforcem-se para ir em frente, pois a pobreza não é virtude, e subir no mundo traz crédito para o homem, além de conforto. Ganhem tudo o que conseguirem economizar e, depois, dêem tudo que puderem dar. Nunca tentem economizar com a causa de Deus; tal dinheiro macula o resto. Quando se dá para Deus não há perda; é como pôr sua essência no melhor banco. Na verdade, dar é ter, como está escrito na lápide antiga: "O que gastei, eu tive; o que economizei, perdi; o que dei, eu tenho". O bolso do pobre é um cofre seguro, sempre é um bom investimento emprestar ao Senhor. João Lavrador deseja vida longa e prosperidade para todos os jovens.

O suficiente em prosperidade
Saúde abundante,
Longos anos de contentamento,
E quando a vida tiver passado,
Uma mansão na glória de Deus.

Charles Haddon Spurgeon - Sabedoria Bíblica

sexta-feira, março 05, 2010

O absurdo chegou

Não admira que o mundo se agarre à palha - a palha do experimentalismo, misticismo e das drogas? Afinal, caso se diga às pessoas que a Bíblia contém mistérios sem solução, então, não se esperaria a fuga para o misticismo? Com que base isso se torna condenável? Certamente não com bases lógicas ou bíblicas, caso a lógica seja fútil e a Bíblia ininteligível. Ademais, se não é possível condenar em bases bíblicas, não é possível condenar de nenhuma forma. Se as pessoas quiserem uma religião de mistérios, não adotarão o cristianismo; desejarão uma religião de mistérios genuína. A popularidade do catolicismo romano, do misticismo oriental, das drogas alucinógenas e da experiência religiosa é a consequência lógica do irracionalismo do século XX. Não pode haver, nem haverá reforma cristã até o repúdio total do irracionalismo desta era pelos crentes.

John W. Robbins em A crise da nossa era - apêndice do excelente livro Em Defesa da Teologia, de Gordon H. Clark

quinta-feira, março 04, 2010

Das trevas para a luz

Pois Deus que disse: "Das trevas resplandeça a luz", ele mesmo brilhou em nossos corações, para luminação do conhecimento da glória de Deus na face de Cristo. (2 Coríntios 4:6)

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