sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Selo da Antiga Sinagoga Messiânica

Selo Nazareno/MessiânicoAurora, Colo. (EP) — Um Selo Messiânico da igreja cristã na antiga Jerusalém foi redescoberta após 2000 anos. Este antigo símbolo foi encontrado no Monte Sião. Acredita-se que ele foi criado e utilizado por judeus crentes que chamavam-se a si mesmos de Nazarenos na primeira Igreja Messiânica.

Três companhias - Olim Creative Products de Tiberíades, News About Israel (NAI) de Jerusalém e a Christian Floral Delivery do Colorado - se uniram e anunciaram a descoberta deste antigo símbolo, pelo qual a NAI adquiriu direitos autorais. Ele consiste de três separados, porém integrados símbolos: uma menorá ao topo, uma estrela de Davi ao centro e um peixe na parte de baixo. Em cada uma das formações do símbolo de três partes, a estrela é formada pelo entrelaçamento da base da menorá como o peixe.

O Selo Messiânico foi achado gravado ou inscrito em oito antigos objetos. Os artefatos foram mostrados a Ludwig Schneider, editor chefe da revista da NAI, Israel Today, em 1990. Eles os obtiveram de Tech Otecus, um velho monge que viveu como eremita na parte antiga da Cidade de Jerusalém. Otecus disse que nos anos 60 ele pessoalmente escavou cerca de 40 objetos com o Selo Messiânico numa antiga gruta localizada nas proximidades da Sala Superior no Monte Sião.

O que uma vez era a entrada principal da gruta está agora cercada com uma pesada grade igual a de cadeias. Esta porta, que leva abaixo de um antigo lugar de batismo, está fortemente protegida por uma pesada corrente e cadeado. De acordo com Schneider, a última entrada para a gruta foi fechada logo após ele ter contado aos padres do monastério local sobre a descoberta do Selo Messiânico.

Schneider fotografou oito artefatos que foram dados a ele por Otecus, e mostrou as fotos para o curador do Museu de Israel. "Quando ele cuidadosamente analisou minhas fotos", lembra Schneider, "o curador imediatamente disse-me que aqueles objetos e seu exclusivo símbolo eram um importante achado. Ele disse-me que o museu já havia visto outros objetos feitos com o mesmo símbolo de três partes de uma fonte que ele não mencionou".

De acordo com Bob Fischer, presidente da Olim Creative Products e co-autor com o historiador local e artista Reuven Schmalz do livro The Messianic Seal of the Jerusalem Church, o antigo símbolo de três partes tem sido desde 135 A.D abafado por vários grupos israelitas ou agências, como o Museu de Israel e pelos rabinos ortodoxos da parte antiga da Cidade de Jerusalém, enquanto simultaneamente eram (literalmente) enterrados por eles ao longo de dois milênios de igreja.

Ainda, de acordo com Fischer, pelo menos dois dos oito objetos eram obviamente utilizados como peças cerimoniais que poderiam ter sido usadas por Tiago, o irmão de Jesus, que é tido como o primeiro líder da igreja, ou talvez até mesmo por um ou mais dos Doze Apóstolos.

La Shemen Ruehon - Para o óleo do EspíritoUm dos oito objetos é um bloco bem gasto feito um mármore local e tamanho de um tijolo. Esta peça possui um versão entalhada do Selo Messiânico com um Tav (a última letra do antigo alfabeto hebraico que parecia-se exatamente com o sinal de uma cruz) no olho do símbolo do peixe, assim como uma escrita em aramaico informando o uso deste artefato para ser a base de onde se coloca o frasco do óleo de unção. O antigo aramaico é transliterado como "La Shemen Ruehon" (Para o Óleo do Espírito). Outro dos oito objetos é um pequeno, e quase intacto, frasco que deveria certamente ser colocado no topo da base de mármore.

Comentando o que ele caracterizou como de "monumental importância" desta descoberta arqueológica, Fischer diz, "Além do fundo histórico dos Nazarenos, os primeiros judeus crentes que fundaram a Igreja de Jerusalém, o Selo Messiânico por si só proclama ao mundo a penetrante judaicidade de Jesus Cristo e decididamente a fundação e raízes da igreja fundada no Seu Nome".

"O Selo Messiânico da Igreja de Jerusalém", continua Fischer, "ataca todas as raízes de anti-semitismo enquanto proclama a urgente mensagem que restaura a unidade: Judeu com Judeu, e Judeu com Gentio. A importância desta descoberta não pode ser desprezada. O Selo Messiânico não é apenas a chave para entender os Pergaminhos do Mar Morto, ele poderá abalar as fundações da igreja e do judaísmo ortodoxo com sua incrível mensagem de unidade e amor. Ele quebra as barreiras que existiram por milênios e aponta o caminho para a restauração."

Evangelical Press News Service, July 6, 1999
Tradução: Magno Lima


*Há quem sustente que a terceira figura não se trata de um peixe e que na verdade seria um Alef (primeira letra do alfabeto hebraico) em paleo-hebraico com um Tav (última letra do alfabeto hebraico) em seu interior, formando assim o "Alef-Tav" (equivalente ao grego: "Alfa e Ômega").

Perceba-se também quão forte foi o anti-semitismo à época da institucionalização da igreja, chegando ao ponto de extirpar qualquer traço de judaísmo até mesmo do selo usado pelos primeiros discípulos, retirando a Menorá e a estrela (escudo) de David e ficando somente com o "peixe" (Ichtus).

8 Comentários:

Anônimo disse...

É um achado inestimado que se deve levar em conta
como um achado importante para humanidade em especial para os Cristãos e esperamos que o mundo
Cristão tome conhecimento deste importante Achado
e seja divulgado nos meios de comunicações.
Wilson

Anônimo disse...

Muito estranho esse símbolo não ter sido visto em mais situações ao longo da história.
Foi patenteado e divulgado por uma empresa "Olim Creative Products ". Realmente é um símbolo muito criativo! News About Israel (NAI). Realmente uma grande notícia! Mas com cara de uma grande armação!

otdx disse...

Anônimo,

Os "Netzarim" (Nazarenos) tiveram um curto período de existência. Seu auge foi até no máximo os anos 90dC, sendo completamente dispersos na revolta de Bar Kochba (Bar Kosiva) em 135dC. Sem falar no anti-semitismo posterior da Igreja institucionalizada, predominantemente gentílica, que buscou se desvencilhar de qualquer traço de judaísmo. E até natural que seja difícil encontrar algo histórico desse primeiro grupo de discípulos. Se até do Evangelho dos Hebreus só restaram citações dos "pais da Igreja", quanto mais de outros registros menores.

Se pesquisar (em inglês) acabará encontrando mais informações.

Até.

Anônimo disse...

shalom a todos os irmaos;Para mim foi um achado historico.Que mata para sempre a marca da cruz tida como simbolo crstao desde o seculo 4 dado por constantino. SHEN SHERMAN

Anônimo disse...

A cruz também é um grande símbolo e já consagrado. A cruz vazia resume todo o ministério de Jesus: O sacrifício expiatório e a vitória sobre a morte.

Abraços

Anônimo disse...

Para mim a estrela de David só se tornou um símbolo judaico na Idade Média.

Não sabia do seu uso na época do antigo testamento.

A menorá é reconhecidamente um simbólo judáico, bem como a arca com os serafins.

otdx disse...

"Shen Sherman", a cruz é naturalmente um símbolo legítimo dos que seguem a Cristo. Em nenhum lugar está dito "tome seu escudo de David e siga-me".

Anônimo (logo acima), a "estrela de David" é um símbolo antigo também. Na verdade seria o "escudo de David" por ser, segundo a tradição, o símbolo utilizado nos escudos de guerra de Israel no período davídico. Seria a junção das duas letras "dalet" do nome de David, que em paleo-hebraico tem a forma triangular, sobrepostas. Mas de fato a menorah é um símbolo mais tradicional.

ERLON MIGUEL disse...

A Estrela De Davi
Esta estrela de seis pontas (hexagrama), feita de dois triângulos entrelaçados, pode ser encontrada em mezuzot, menorás, bolsas de talit e kipot. As ambulâncias em Israel exibem o desenho da “Estrela Vermelha de David”, e a bandeira do país tem uma Estrela de David plantada bem no centro.
Qual é a origem desse símbolo de seis pontas?
As seis pontas simbolizam o governo de D'us sobre o universo em todas as seis direções.
No decorrer da longa e difícil história do povo judeu, atingimos a compreensão de que nossa única esperança é colocar nossa confiança em D'us.
Originalmente, o nome hebraico – Maguen David – literalmente “Escudo de David” – referia-se poeticamente a D'us. Reconhece que nosso herói militar, o Rei David, não venceu pela própria força, mas pelo apoio do Todo Poderoso. Isso também é mencionado na terceira bênção após a leitura da Haftará no Shabat: “Bendito sejas Tu, D'us, Escudo de David.”
Existem várias outras explicações sobre o significado por trás da Estrela de David.
Uma ideia é que uma estrela de seis pontas recebe forma e substância do seu centro sólido. Este âmago interior representa a dimensão espiritual, cercada pelas seis direções universais. (uma ideia similar aplica-se ao Shabat – o sétimo dia, que dá equilíbrio e perspectiva aos seis dias da semana).
Na Cabalá, os dois triângulos representam a dicotomia inerente no homem: bem vs. mal, espiritual vs. físico, etc. Os dois triângulos podem também representar o relacionamento recíproco entre o povo judeu e D'us. O triângulo apontando “para cima” simboliza nossas boas ações que ascendem ao céu, e então ativam um fluxo de bondade de volta ao mundo, simbolizado pelo triângulo apontando para baixo. Alguns notam que a Estrela de David é uma complicada figura entrelaçada que não tem seis (hexagrama), mas sim 12 lados (dodecagrama).
Pode-se considerá-la como composta de dois triângulos sobrepostos ou seis triângulos menores emergindo de um hexagrama central. Como o povo judeu, a estrela tem 12 lados, representando as 12 tribos de Israel. Uma teoria mais prática é que durante a Rebelião Bar Kochba (primeiro século), foi desenvolvida uma nova tecnologia para escudos usando a estabilidade inerente do triângulo. Por trás do escudo havia dois triângulos entrelaçados, formando um padrão hexagonal de pontos de apoio. (Buckminster Fuller demonstrou com sua geodésica como os projetos baseados em triângulo são fortes).
Uma sugestão é que a Estrela de David é um símbolo apropriado para o conflito interno que freqüentemente aflige a nação judaica: dois triângulos apontando em direções opostas!
A Estrela de David também foi um triste símbolo do Holocausto. Quando os nazistas forçaram os judeus a usar uma estrela amarela como identificação, a Estrela de David foi um triste símbolo. Na verdade, os judeus foram forçados a usar crachás especiais durante a Idade Média, tanto pelas autoridades muçulmanas quanto pelas cristãs, e até em Israel durante o Império Otomano.
Portanto, seja numa estrela azul tremulando orgulhosamente numa bandeira, ou uma estrela dourada adornando a entrada de uma sinagoga, a Estrela de David destaca-se como um lembrete para o povo judeu… nós confiamos em D'US!

SHALOM

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